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Autoridade islâmica da Líbia proíbe o uso de Nike e associa a marca à deusa grega

Líderes religiosos também acusaram a empresa de apoiar Israel e reforçaram o pedido de boicote.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Réplica da estátua da deusa Niké ao lado do logotipo da Nike
Fonte da imagem: Reprodução

Usar ou vender roupas da Nike pode promover a adoração de deuses pagãos, ao menos é isso que a Dar al-Ifta, principal autoridade islâmica da Líbia, entende.

O órgão sediado em Trípoli emitiu uma fatwa, parecer jurídico islâmico, condenando a gigante americana de roupas esportivas.

No posicionamento, as lideranças religiosas do país destacam que o nome tem inspiração na deusa grega da vitória, Niké.

Além disso, seu símbolo tradicional também é uma referência às estátuas da entidade, representada com as asas abertas.

O país abriga os restos da cidade grega de Cirene, onde foram encontrados vestígios do culto à deusa.

Vale destacar que essa decisão não representa uma proibição estatal e nem estabelece punições para quem usar produtos da Nike.

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Ligação com Israel também motiva boicote

Nem todos os problemas com a Nike estão ligados a questões religiosas. Há também um pano de fundo político por trás da decisão.

A Dar al-Ifta também destacou que a marca deve ser evitada por causa da guerra no Oriente Médio.

Segundo o órgão, a Nike estaria apoiando Israel e, portanto, deveria ser boicotada por todos os muçulmanos.

Isso cumpriria um decreto religioso tomado pelo conselho em novembro de 2023, pouco após o atentado de 7 de outubro.

O documento condena todas as grandes empresas ocidentais que mantêm relações com o país.

A guerra entre Israel e Hamas gerou uma onda global de retaliações contra o país. Entenda as raízes do conflito com From The River To The Sea. Assista completo abaixo: