Aliados do ex-presidente têm criticado o governador por não apoiar Flávio Bolsonaro de maneira mais explícita.

Os advogados de Bolsonaro entraram com um pedido para que ele possa receber uma visita do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.
Além de Tarcísio, a defesa pediu a liberação do irmão de Michelle Bolsonaro, Diego Torres Dourado, e do pecuarista Bruno Scheid, vice-presidente do PL de Rondônia.
Desde sua prisão domiciliar em agosto do ano passado, o ex-presidente precisa da autorização do ministro Alexandre de Moraes para receber visitas.
O governador já se encontrou com Bolsonaro duas vezes desde então. Caso a nova visita seja aprovada, será o primeiro encontro entre os dois após a decisão de apoiar Flávio Bolsonaro como candidato à presidência.
Apesar de contar com o apoio do pai, um levantamento do Instituto Ideia apontou que Tarcísio é mais competitivo do que Flávio em uma disputa contra Lula.
Segundo a pesquisa, em um segundo turno, Tarcísio aparece com 42,1%, contra 44,4% de Lula, empatados dentro da margem de erro de 2,2 pontos.
No mesmo levantamento, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 36%, enquanto o Lula recebe 46,2% das intenções em um eventual segundo turno.
Nos bastidores, aliados reclamam da falta de apoio mais explícito de Tarcísio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
O empresário Felipe Sabará articula a relação do filho do ex-presidente com o mercado e afirma que levou a crítica ao governador, segundo a Folha de São Paulo.
Tarcísio respondeu que "dará sim total suporte e palanque necessário ao Flávio, na hora certa".
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