Fundador do partido Chega estudou em seminário e ganhou sucesso como comentarista esportivo.

O líder do partido de direita Chega, André Ventura, vai disputar o segundo turno das eleições presidenciais com o socialista Antônio José Seguro.
Seguro recebeu cerca de 31% dos votos no primeiro turno, enquanto Ventura ficou com aproximadamente 23%.
A eleição já é histórica, sendo o único segundo turno em uma disputa pela presidência desde a redemocratização de Portugal em 1974.
É a primeira vez que o Chega, partido fundado em 2019, alcança a fase final de uma eleição presidencial em Portugal.
Ventura ficou conhecido no Brasil por suas críticas a Lula, quem chamou de “bandido” e “ladrão” em discursos no Parlamento português e entrevistas à imprensa.
Ele também apoiou Bolsonaro, recebendo apoio do ex-presidente e de seus filhos em eleições portuguesas.
André Claro Amaral Ventura nasceu em 15 de janeiro de 1983, em Portugal. Ele chegou a estudar em um seminário e cogitou virar padre.
No entanto, ele não seguiu com a formação religiosa e se formou em Direito pela Universidade Nova de Lisboa.
Ventura também chegou a concluir um doutorado em Direito Público na Universidade de Cork, na Irlanda.
Antes de entrar na política, trabalhou como inspetor da Autoridade Tributária, órgão equivalente à Receita Federal, e lecionou em universidades.
Ventura ganhou projeção nacional fora da política. Torcedor do Benfica, ficou conhecido como comentarista esportivo.
Sua entrada na política foi através do Partido Social Democrata (PSD), principal legenda de centro-direita do país.
Em 2017, foi eleito vereador, mas deixou o cargo no ano seguinte. Ventura afirmou ter saído do partido por se sentir “traído” pela direção.
Em 2019, Ventura rompeu definitivamente com o PSD e fundou o Chega, partido que se define como “conservador, liberal e nacionalista”.
No mesmo ano, foi eleito deputado pela primeira vez. Em 2021, concorreu à Presidência da República e ficou em terceiro lugar.
Desde então, o crescimento do Chega foi rápido. Em apenas seis anos, a legenda saiu de 1,3% das intenções de voto para cerca de 23%, se tornando a segunda maior força do Parlamento, com 58 deputados.
Agora, Ventura se prepara para concorrer no segundo turno das eleições presidenciais, que estão marcadas para 8 de fevereiro.
Caso ganhe, ele precisará lidar com um primeiro-ministro mais poderoso, isso porque Portugal mantém um modelo semipresidencial, no qual o presidente tem funções como:
Ou seja, embora tenha influência política relevante, o presidente não governa diretamente nem implementa políticas públicas por conta própria.
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