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Brasil não atinge meta de alfabetização e menos de 60% das crianças sabem ler ou escrever

Descubra quais estados tiveram os piores e os melhores índices.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Sala de aula vazia.
Fonte da imagem: DIVERSA

O Brasil não conseguiu atingir a meta de alfabetização do ano passado, que era de ensinar 60% da população a ler e escrever. A porcentagem ficou em 59,2%. 

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, um dos fatores que atrapalhou foi a enchente no Rio Grande do Sul:

"Se deve muito ao problema que enfrentou das enchentes naquele período muito difícil no Rio Grande do Sul. Então, se a gente tivesse estabelecido que o Rio Grande do Sul tivesse se mantido, a gente teria ultrapassado a meta de 60%. Mas vamos continuar trabalhando, dando todo apoio tanto do ponto de vista técnico como institucional, como financeiro. A nossa meta para esse ano é 64% das nossas crianças brasileiras estarem alfabetizadas na idade certa

Antes do desastre, cerca de 63,4% das crianças no estado eram alfabetizadas. Após a tragédia, o número desceu para  44,7%.

A alfabetização, um pilar fundamental para o desenvolvimento, continua sendo um obstáculo para milhões de crianças, especialmente nas regiões mais pobres do país.

A Brasil Paralelo investigou os problemas na educação brasileira com o documentário Pátria Educadora. Assista ao primeiro episódio da trilogia abaixo:

Veja os estados com os piores e os melhores índices

Ainda assim, o Rio Grande do Sul não é o estado que enfrenta os maiores problemas para a alfabetização

O analfabetismo no Brasil segue mais concentrado no Nordeste, com 5,08 milhões de pessoas que não sabem ler ou escrever em 2024.

Os estados com as menores porcentagens de crianças alfabetizadas são:

  • Bahia (36%) 
  • Sergipe (38,4%) 
  • Rio Grande do Norte (39,3%) 
  • Rio Grande do Sul (44,7%) 

Em contrapartida, as regiões que apresentam os melhores números do país em alfabetização são:

  • Ceará (85,3%) 
  • Goiás (72,7%) 
  • Minas Gerais (72,1%) 
  • Espírito Santo (71,7%) 
  • Paraná (70,4%) 

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