A nova pesquisa deu fim a 120 anos de dúvidas sobre a origem do monumento de 3.000 a.C.
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De pesquisadores sérios aos fãs de Sid, Manny e Diego, do desenho A Era do Gelo, todo mundo já viu o círculo de pedras conhecido como Pedras de Stonehenge. Mas o que poucos sabem é que o surgimento da obra arquitetônica era um mistério. Até agora.
Durante 12 décadas, o surgimento de Stonehenge ficou entre duas explicações opostas. De um lado, as pedras teriam sido arrastadas por geleiras, durante a Era do Gelo, até a Planície de Salisbury, no sul da Inglaterra.
De outro, comunidades pré-históricas teriam transportado os blocos por centenas de quilômetros com tecnologias rudimentares. Agora, a ciência moderna encerra a disputa.
Uma pesquisa publicada recentemente utilizou uma técnica chamada de "impressão digital mineral" para analisar grãos microscópicos nos sedimentos. Esses minerais funcionam como cápsulas do tempo geológicas.

Se as geleiras tivessem transportado as famosas "pedras azuis" do monumento neolítico Stonehenge do País de Gales ou da Escócia até o sul da Inglaterra, teriam deixado para trás um rastro de poeira mineral estrangeira. Porém, os dados revelaram só minerais da própria região.
"Analisamos as areias do rio em busca de grãos que as geleiras poderiam ter carregado e não encontramos nenhum", afirma Anthony Clarke, autor principal do estudo.
A ausência dessas assinaturas minerais desmorona a tese do transporte natural.
Sem o gelo como agente logístico, resta a única conclusão plausível: o esforço humano organizado para transportar toneladas de pedras por centenas de quilômetros, há aproximadamente cinco mil anos.
A descoberta muda a percepção sobre as sociedades neolíticas. E embora a ciência tenha confirmado o "quem" e o "quando", o "como" permanece como o grande mistério a ser revelado.
Pesquisadores falam sobre o uso de madeiras, trenós, cordas e rotas aquáticas, mas ainda não há nenhuma técnica nos registros arqueológicos da época que responda a nova dúvida de Stonehenge.
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