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Desemprego no primeiro trimestre caí para menor nível já registrado pelo IBGE

A série histórica teve início em 2012, empregos sazonais foram importantes para o resultado.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Carteira de Trabalho
Fonte da imagem: Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil chegou a 5,8% no fim do primeiro trimestre, segundo o IBGE

O número é considerado o menor desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Isso significa que aproximadamente 6,32 milhões de brasileiros estavam procurando emprego sem conseguir uma vaga no trimestre encerrado em abril de 2026.

O resultado representa uma melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa de desemprego estava em 6,6%. 

O índice também ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava um desemprego próximo de 6%.

Os dados fazem parte da Pnad Contínua, principal pesquisa do IBGE sobre emprego e renda no país.

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O que explica a queda?

Apesar da redução na taxa geral de desemprego, o IBGE observou que houve aumento no número de pessoas procurando trabalho em comparação com o trimestre encerrado em janeiro.

Segundo o instituto, isso acontece por causa de movimentos sazonais da economia brasileira, especialmente após o fim das contratações temporárias de fim de ano.

A coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, explicou que setores como comércio e serviços pessoais costumam contratar mais no final do ano e reduzir equipes nos primeiros meses seguintes.

Mesmo assim, o mercado de trabalho segue aquecido. O país alcançou cerca de 102,3 milhões de pessoas ocupadas no período analisado.

Renda média bate recorde

Além da queda no desemprego, os dados mostram um avanço na renda dos trabalhadores brasileiros.

O rendimento médio real habitual ficou em R$3.732, considerado um dos maiores patamares já registrados pela pesquisa. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 5,3%. 

Segundo o IBGE, isso representa um aumento de R$22,9 bilhões em relação ao ano anterior.

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