Sharaa já foi combatente da Al-Qaeda e líder do grupo Hay’at Tahrir al‑Sham (HTS).

Lula recebeu Ahmed al-Sharaa, novo presidente da Síria e líder jihadista que já lutou pela Al-Qaeda.
O encontro ocorreu em Belém (PA), com a chegada dos líderes para a COP30. Os dois trocaram palavras breves, com o auxílio de um intérprete, antes de posarem para a foto oficial.
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Ahmad al‑Sharaa foi o principal comandante da Frente al‑Nusra, braço da Al‑Qaeda na Síria durante a guerra civil.
Em 2016, rompeu formalmente com a rede terrorista e liderou a criação do Hay’at Tahrir al‑Sham (HTS), uma com discurso mais nacionalista, mas ainda classificada como terrorista por diversos países.
Após anos de conflito, o HTS derrubou o regime de Bashar al‑Assad em dezembro de 2024.
Desde então, Sharaa comanda a Síria como presidente interino. O novo regime é acusado de ataques contra minorías étnicas e religiosas, principalmente os drusos.
Em julho, Israel bombardeou o Ministério da Defesa em Damasco como forma de exigir o fim dos massacres contra esse grupo.
Apesar das acusações, al-Sharaa tem conseguido inserir a Síria no plano internacional, sendo bem recebido por líderes ocidentais como Donald Trump.
Após viagem para o Oriente Médio, o presidente americano derrubou as sanções econômicas contra a Síria.
Ele chegou a chamar o novo presidente de “atraente” e “durão” e falou que daria "uma chance de grandeza" ao país. A União Europeia e o Reino Unido também aliviaram as sanções contra o país.
Esse foi o primeiro encontro oficial entre o petista e o novo líder da Síria. No passado, Lula chegou a ter laços próximos com o regime de Bashar al-Assad.
O petista chegou a condecorar Assad com a maior honraria que o Estado brasileiro pode oferecer a um estrangeiro, o Grande-Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

Durante o encontro que aconteceu no Itamaraty em 2010, Lula disse que o regime sírio era um “sócio indispensável” na pacificação do Oriente Médio.
Além disso, o presidente também defendeu que Israel devolvesse as Colinas de Golan para a Síria, território ocupado desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Assad elogiou Lula por tentar mediar as negociações para um acordo nuclear com o Irã e chegou a chamar o brasileiro de “amigo”.
O petista também levantou dúvidas sobre o uso de armas químicas durante a guerra civil síria durante um evento organizado pela Carta Capital em 2013:
“Fiquei horrorizado com as imagens daquelas crianças atingidas. Mas quem disse quem fez aquilo?”
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