Laura Fernández transformou a segurança em uma das principais bandeiras de sua campanha.

A Costa Rica poderá seguir o exemplo de El Salvador e começar uma nova política de linha dura contra o crime organizado inspirada no “modelo Bukele”.
Ao menos foi isso que a nova presidente, a conservadora Laura Fernández, disse enquanto assumiu posse de seu mandato neste domingo (10).
Em seu discurso inaugural, ela defendeu reformar o país e fundar o que chamou de “Terceira República”:
"A reforma de que precisamos é profunda, e vamos promovê-la sem medo, sem hesitação, com determinação".
Além disso, ela prometeu seguir uma linha dura contra o crime organizado e disse que "não pode aceitar que o narcotráfico encontre brechas no sistema".
Como solução, ela defendeu a construção de uma megaprisão para até 5 mil detentos, inspirada no CECOT, presídio construído por Bukele em El Salvador.
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A campanha foi marcada pelo tema da segurança pública, principal preocupação dos eleitores em um país que enfrenta aumento recorde nos homicídios e avanço do narcotráfico.
Durante muitos anos, a Costa Rica foi considerada um dos países mais seguros da América Latina, no entanto isso tem mudado ao longo dos últimos anos.
A taxa de homicídios chegou a 16,7 a cada 100 mil habitantes em 2025, a terceira maior da América Central e pouco maior do que a do Brasil.
Sete a cada 10 assassinatos na Costa Rica estão diretamente ligados ao tráfico de drogas e às disputas entre gangues.
Fernandez tem culpado as autoridades do judiciário por essas mortes, afirmando que os criminosos estão soltos nas ruas enquanto a população está presa com medo em suas casas.
Ela prometeu manter a linha dura do atual governo e defendeu medidas mais rígidas contra o crime organizado.
Durante a campanha, ela falou em seguir as medidas usadas por Bukele em El Salvador para derrubar a criminalidade.
O presidente de El Salvador apostou em uma política de encarceramento para conter a violência que dominava as ruas de seu país.
Mais de 70 mil pessoas foram presas e o país deixou de ser um dos mais violentos no mundo para não registrar nenhum assassinato em mais de 1.000 dias.
Desde então, o modelo Bukele tem sido o centro das discussões sobre segurança pública ao redor do mundo.
A Brasil Paralelo levou suas câmeras ao país para investigar o que realmente aconteceu no país para além das narrativas.
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