Usuários deixaram a região após uma série de políticas coordenadas da prefeitura e do governo do estado.

Durante décadas, a Rua dos Protestantes e a Rua dos Gusmões, no centro de São Paulo, ficaram conhecidas como Cracolândia.
Era comum ver centenas de usuários se reunindo diariamente para o consumo de drogas a céu aberto, sem que as autoridades fizessem nada.

Tudo isso mudou em uma manhã de maio de 2025, quando a cidade acordou sem nenhum usuário na região.
As imagens das ruas vazias rapidamente ganharam os noticiários e, pela primeira vez em anos, o chamado “fluxo” havia desaparecido.

A saída dos usuários que ficavam na região aconteceu por conta de uma série de políticas tomadas pelo governo do Estado e a prefeitura.
A Brasil Paralelo investigou o fim da Cracolândia em um documentário que vai ao ar no dia 7 de maio. Clique aqui e não perca a única exibição gratuita.
Segundo autoridades, uma operação integrada entre diferentes órgãos públicos atingiu diretamente a estrutura que sustentava o fluxo na região.
Investigações identificaram uma rede de atividades criminosas que iam além do tráfico de drogas.
Ferros-velhos ilegais, prostituição e exploração de vulneráveis faziam parte do mesmo sistema, usado para arrecadar e lavar o dinheiro do crime.
Com a atuação coordenada das forças de segurança, parte dessa engrenagem foi desarticulada.
A Brasil Paralelo entrevistou as mentes por trás dessa política, incluindo o secretário de Segurança Guilherme Derrite e o governador Tarcísio de Freitas, para o documentário O Fim da Cracolândia.
Clique aqui para não perder a exibição única gratuita no dia 7 de maio, às 20 horas.
Outro ponto considerado decisivo foi o impacto das operações na Favela do Moinho, apontada como base logística do tráfico na região central.
A intervenção no local dificultou a chegada de drogas, afetando diretamente o funcionamento da Cracolândia.
Sem oferta constante, o ponto perdeu força e deixou de concentrar usuários como antes.
Com menos droga circulando, muitos usuários passaram por quadros de abstinência e acabaram buscando atendimento em equipamentos de saúde.
A prefeitura registrou um aumento de 47% no número de pessoas buscando ajuda para se recuperar.
O policiamento da região foi outro fator determinante. Com mais agentes nas ruas e ações contínuas na região, o espaço passou a ser monitorado de forma permanente.
Até mesmo câmeras de reconhecimento facial foram utilizadas para monitorar a região e prender traficantes, como disse o prefeito Ricardo Nunes em um evento do Metrópoles:
“Por exemplo, a questão da Cracolândia. Um negócio de trinta anos, uma ferida na cidade, que todos que moram na cidade tinham vergonha daquela situação, e nós conseguimos acabar com aquela feira do tráfico de drogas, também com o uso de tecnologia, além da ação policial e o oferecimento de tratamento para dependentes químicos”.
Segundo autoridades, isso impediu a reorganização do fluxo nos mesmos moldes de antes.
Apesar da Cracolândia ter deixado de existir, críticos acusam o governo de ter espalhado os usuários pela capital paulista.
A Brasil Paralelo investigou a situação da cidade de São Paulo com o documentário O fim da Cracolândia. Assista ao trailer abaixo:
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