Brasileira lidera o design de coleções para América Latina e Ásia-Pacífico na Nike desde 2021.

A Nike lançou nesta semana o novo uniforme da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 e Rachel Denti, designer responsável, foi a primeira a explicar cada escolha.
O amarelo foi o ponto de partida.
"A ideia foi trazer o que é Brasil no seu mais puro, na sua mais pura versão. O amarelo que a gente escolheu é o Canary, que é canário, o canarinho, que é o nosso amarelo, o amarelo clássico do Brasil".
O tecido também é novidade. A Nike desenvolveu um material chamado Aerofit, que permite incorporar design diretamente na malha.
"De longe talvez você não veja, mas de perto tem uma gama de detalhes. O quadro que a gente fez são as formas geométricas da bandeira do Brasil, que é uma bandeira inconfundível".
Na apresentação, ela ainda falou sobre detalhes da gola, do escudo e da textura da camisa, trazendo referências culturais brasileiras, como o abadá, vestimenta usada por capoeiristas.
Na parte interna da gola está escrito "Vai, Brasa", o detalhe que mais gerou reação.
"É o Brasil, mas também é Brasa quando está jogando. Você olha e você sabe o que significa. A gente escuta nos estádios, escuta na rua, e agora os jogadores vão poder usar no corpo, carregando com eles", defendeu a designer.
A expressão "Vai, Brasa" dividiu os torcedores. Internautas questionaram se o termo é realmente usado para se referir à seleção.
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De acordo com seu perfil no LinkedIn, Rachel é formada em Design Gráfico pela Universidade de Brasília. Fez intercâmbio de Belas Artes na Royal Academy of Art, em Haia, na Holanda.
Em 2018, foi trabalhar no estúdio Sagmeister&Walsh, em Nova York. Em 2021, entrou para a Nike, em Portland, Oregon, onde hoje lidera o design de coleções para a região Ásia-Pacífico e América Latina.
Em abril de 2025, rumores de que a seleção adotaria um segundo uniforme vermelho para a Copa do Mundo circularam nas redes sociais.
O portal inglês especializado Footy Headlines publicou uma reportagem sobre possíveis mudanças no uniforme, e imagens não oficiais de camisas vermelhas foram amplamente compartilhadas. A associação com as cores do PT alimentou o debate.
Na ocasião, a CBF publicou nota oficial garantindo que "os padrões nas cores amarelo tradicional e azul" seriam mantidos.
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