Levantamento da Quaest em 11 estados mostra favoritismos consolidados, empates técnicos e eleitorado indeciso a mais de um ano das eleições.

As eleições estão se aproximando e os números já começam a desenhar o mapa político dos principais estados brasileiros.
Uma série de pesquisas da Genial/Quaest divulgadas na última semana de abril testou candidatos em onze estados.
Os dados mostram favoritismos consolidados em alguns estados, empates técnicos em outros e alta indefinição do eleitorado em quase todos.
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Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com folga, entre 38% e 40% das intenções de voto. Fernando Haddad (PT) aparece em segundo, com 26% a 28%. Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) marcam 5% cada.
Em um eventual segundo turno, Tarcísio venceria Haddad por 49% a 32%.
Além disso, o atual governador conta com 54% de aprovação. Haddad enfrenta a maior rejeição do estado, Mais da metade dos paulistas dizem que não votariam nele.
Eduardo Paes (PSD) lidera em todos os cenários, com entre 34% e 40% das intenções.
Douglas Ruas (PL) aparece distante, com 9% a 11%, seguido por Anthony Garotinho (Republicanos), com 8%.
O cenário fluminense é marcado pelo desgaste da gestão anterior.
O ex-governador Cláudio Castro renunciou em março e foi declarado inelegível pelo TSE. Seu governo terminou com 47% de desaprovação, e 43% dos eleitores querem que o próximo governador mude completamente o trabalho realizado.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera todos os cenários testados, com entre 30% e 37%. Alexandre Kalil (PDT) aparece em segundo, com 14% a 18%, seguido por Rodrigo Pacheco (PSB), com 8% a 12%.
O atual governador Mateus Simões (PSD)tem apenas 3% a 5% das intenções de votos.
Em simulações de segundo turno, Cleitinho venceria todos os adversários. Ainda assim, 60% do eleitorado mineiro diz que pode mudar de voto.
Sérgio Moro (PL) é o favorito. No principal cenário, marca 35%, contra 18% de Requião Filho (PDT) e 15% de Rafael Greca (MDB).
O contexto favorece Moro: o governador Ratinho Júnior encerra o segundo mandato com 80% de aprovação e 64% dos eleitores dizem que ele merece eleger um sucessor.
O cenário no extremo sul do Brasil é acirrado. Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) estão empatados tecnicamente, com 24% e 21%, respectivamente. Gabriel Souza (MDB) aparece com 6%.
O índice de indecisos é um dos mais altos do país. 68% dos eleitores gaúchos dizem que ainda podem rever sua escolha.
ACM Neto (União Brasil) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) estão empatados tecnicamente. No principal cenário, ACM Neto marca 41% e Jerônimo, 37%.
Jerônimo tem 56% de aprovação, mas enfrenta rejeição de 42%, superior à de ACM Neto (32%).
A pesquisa também mostra que 47% dos baianos preferem um governador aliado a Lula.
Com Camilo Santana (PT) como candidato, ele lidera contra Ciro Gomes (PSDB) por 40% a 33%.
Com o governador Elmano de Freitas no lugar de Camilo, Ciro vira o jogo: 41% a 32%.
Em um eventual segundo turno, Camilo venceria Ciro por 44% a 39%. Elmano perderia para Ciro por 35% a 46%.
Empate técnico entre Dr. Daniel Santos (Podemos) e a governadora Hana Ghassan (MDB). Nos cenários testados, Daniel marca entre 22% e 24%, e Hana entre 19% e 22%.
O índice de indecisos chega a 33% no primeiro turno. No segundo turno simulado, o empate se mantém: Daniel com 34% e Hana com 29%.
João Campos (PSB) lidera com 42%, contra 34% da governadora Raquel Lyra (PSD). Em simulação de segundo turno, Campos vence por 46% a 38%.
Lyra tem bons índices de gestão: 62% de aprovação e 57% consideram que ela merece ser reeleita.
Mas o fator nacional pesa: 47% dos pernambucanos preferem um governador aliado a Lula, e Campos é identificado como esse candidato por 47% dos eleitores.
O vice-governador Daniel Vilela (MDB) lidera com 33%, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 21%
Em simulação de segundo turno, Vilela venceria Perillo por 46% a 27%.
O desempenho de Vilela está associado ao legado de Ronaldo Caiado, que deixou o governo com 84% de aprovação.
Perillo registra a maior rejeição entre os testados: 50%.
Quatro nomes estão empatados tecnicamente. Paulo Hartung (PSD) aparece numericamente à frente com 19%, seguido por Lorenzo Pazolini (Republicanos) com 18%, Ricardo Ferraço (MDB) com 15% e Magno Malta (PL) com 15%.
Quando Hartung é retirado dos cenários, Ferraço assume a liderança, com entre 24% e 32%.
A rejeição mais alta é de Malta: 46%. E 60% dos eleitores capixabas dizem que podem mudar de voto.
Os levantamentos foram realizados pela Quaest, com dados coletados entre 22 e 28 de abril de 2026.
O tamanho da amostra variou por estado: de 900 entrevistados em Pernambuco a 1.482 em Minas Gerais. Todos os recortes têm nível de confiança de 95% e margem de erro de até 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
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