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Lula confirma Alckmin como vice em evento que marcou a saída de 14 ministros

Membros do governo deixaram o posto para concorrer nas eleições de 2026.

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Rafael Lorenzo M Barretti
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Lula confirmou que Geraldo Alckmin será seu candidato à vice-presidência nas eleições de 2026

A declaração foi lida durante um evento que marcou a saída de ao menos 14 ministros do governo.

O anúncio aconteceu na manhã desta terça-feira (31), durante a primeira reunião ministerial do ano, no Palácio do Planalto

O encontro também foi o último antes do prazo legal para que integrantes do governo deixem seus cargos caso queiram disputar as eleições.

O presidente afirmou que Alckmin precisará deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para concorrer novamente ao cargo de vice-presidente. 

A confirmação ocorreu após semanas de dúvidas dentro da base aliada. Em momentos anteriores, o próprio Lula chegou a sugerir que Alckmin poderia ser mais útil em uma candidatura ao Senado por São Paulo

Ao mesmo tempo, diversos setores do PT estavam defendendo mudanças na chapa que concorreu em 2022.

Uma das propostas envolvia o PSD, lideranças do partido chegaram a sugerir o nome de Gilberto Kassab como possível vice, em uma tentativa de ampliar alianças eleitorais.

O cenário, no entanto, mudou na véspera do anúncio após o PSD decidir lançar uma candidatura própria com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado

A “dança das cadeiras” na Esplanada

A reunião também marcou o início de uma ampla reformulação no governo. Pela legislação eleitoral, ministros que desejam disputar cargos precisam deixar suas funções até o início de abril

Nesse contexto, ao menos 14 ministros já confirmaram suas saídas. A expectativa é que esse número aumente nos próximos dias.

A ideia é que os secretários-executivos assumam os ministérios. São quadros que já participam da gestão e, em tese, garantiriam menor ruptura nas políticas em andamento.

Um exemplo é o Ministério da Fazenda, assumido pelo então secretário-executivo Dario Durigan para que Haddad concorra ao governo de São Paulo.

Ainda assim, essa solução não vale para todos os ministérios, já que em alguns casos, o governo pode optar por nomes externos ou políticos aliados.