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Ramagem é solto dois dias após a PF falar em cooperação internacional

A esposa do ex-diretor da Abin publicou um vídeo da família no momento em que Ramagem chega em casa.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Alexandre Ramagem encontra a família após dois dias detidos no ICE
Fonte da imagem: Reprodução

Alexandre Ramagem deixou o centro de detenção na Flórida, onde havia passado dois dias em uma cela separada.

Horas depois, sua esposa Rebeca Ramagem publicou nas redes sociais o vídeo do momento em que ele chegou em casa e reencontrou a família.

"Hoje, mais do que nunca, nosso coração transborda de gratidão. Seguimos acreditando que a justiça, no tempo certo, será feita. Porque aquilo que é verdadeiro não se apaga, e aquilo que é justo sempre encontra o seu caminho", escreveu Rebeca na legenda.

Ramagem foi detido após uma infração de trânsito

Ramagem foi detido na última segunda-feira (13), quando foi abordado em Orlando por uma infração de trânsito.

A checagem de documentos revelou dois problemas: o visto de turista havia expirado em março e o passaporte diplomático que ele usava para entrar nos EUA havia sido cancelado por determinação do STF.

Ramagem foi encaminhado ao ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos.

As versões sobre o caso diverge

A Polícia Federal brasileira afirmou que a detenção foi fruto de cooperação policial internacional.

Já o empresário e jornalista Paulo Figueiredo presta assistência jurídica a Ramagem nos EUA e afirmou que o caso é exclusivamente imigratório e que o governo brasileiro não teve qualquer participação.

Ele afirmou que Ramagem possui pedido de asilo pendente e seu status nos EUA é legal.

Ex-diretor da Abin é considerado foragido

Em setembro de 2025, o STF o condenou a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão. A condenação se deu no âmbito da mesma decisão que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O nome de Ramagem consta na lista da Interpol e há um pedido de extradição em análise no Departamento de Estado americano.

Ramagem deixou o Brasil pela fronteira entre Roraima e a Guiana antes do encerramento do processo no STF.

Antes de se tornar deputado federal pelo PL, foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin.

Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça encaminhou oficialmente o pedido de extradição ao governo americano, enviado pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado.

Aliados do ex-deputado afirmavam que ele pretendia solicitar asilo político nos EUA. A defesa confirmou que há um pedido de asilo pendente e em análise.

A PF informou que aguarda novas informações sobre o caso.

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