A Justiça revogou a liberdade de Oruam após 66 falhas de sinal e desligamento de tornozeleira.

A decisão da juíza Tulla Corrêa de Mello suspendeu o benefício de o rapper Oruam responder ao processo em liberdade, devido a um relatório que apontou 66 falhas de sinal, além de danos físicos suspeitos no equipamento.
O artista, que cumpria prisão domiciliar por tentativa de homicídio contra policiais, não foi localizado durante buscas em sua residência.
Agora, pessoas próximas afirmam que ele não pretende se apresentar voluntariamente às autoridades.
A ordem judicial foi expedida porque o monitoramento eletrônico, regra fundamental para que o réu permaneça fora da prisão, deixou de emitir sinal de localização.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia alertado sobre o descumprimento das medidas cautelares, que são condições impostas para garantir que o acusado siga à disposição da Justiça.
O monitoramento eletrônico exige que o investigado mantenha o dispositivo carregado e em boas condições físicas para que sua localização seja verificada em tempo real.
No caso de Oruam, o sistema de controle registrou uma série de irregularidades entre outubro e novembro de 2025:
O rapper divulgou vídeos em suas redes sociais atribuindo as falhas a problemas técnicos no carregamento do aparelho e negou qualquer tentativa de fuga das autoridades.
A obrigação do uso da tornozeleira eletrônica remete a um incidente ocorrido em setembro de 2025.
Durante uma operação policial na residência do artista para localizar um adolescente suspeito de ligação com a facção Comando Vermelho, Oruam arremessou uma pedra contra dois agentes civis.
Na ocasião, a polícia apreendeu drogas e materiais que faziam exaltação ao crime organizado e à facção ligada ao adolescente procurado.
Após o episódio, o Poder Judiciário determinou a prisão domiciliar monitorada, benefício que acaba de ser cancelado em razão do silêncio total do sinal de rastreamento.
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