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Relatório mostra que o mundo se tornou menos livre em 2025

Esse foi o 20º ano seguido em que as liberdades diminuíram ao redor do planeta.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Capa do levantamento que mostra como o mundo se tronou um lugar menos livre em 2026
Fonte da imagem: Freedom House

Em 2025, o mundo se tornou um lugar menos livre, ao menos é isso que indica um levantamento do instituto Freedom House

A organização afirma que o ano passado foi o 20º consecutivo de queda nos índices globais de liberdade.

O dado revela que a deterioração da liberdade não é algo pontual, mas sim uma tendência contínua, espalhada por diferentes regiões e sistemas políticos.

O relatório analisou 195 países e concluiu que 54 deles registraram retrocessos em direitos políticos e liberdades civis. Enquanto isso, apenas 35 apresentaram avanços.

Hoje, o mundo se divide em três grandes categorias:

  • 88 países considerados “livres”;

  • 48 “parcialmente livres”;

  • 59 classificados como “não livres”.

Apenas 21% das pessoas vivem em países considerados livres, há duas décadas, esse número era de 46%.

A mudança sugere uma transformação no modo como sociedades inteiras experimentam direitos básicos.

Onde a liberdade mais caiu e onde avançou?

Entre os países que mais perderam pontos em 2025, cinco se destacam:

  • Guiné-Bissau;

  • Tanzânia;

  • Burkina Faso;

  • Madagáscar;

  • El Salvador.

O caso da Guiné-Bissau foi o mais grave, sendo que o país perdeu oito pontos após um golpe militar que fechou instituições democráticas, suspendeu eleições e restringiu a atuação da imprensa.

Na outra ponta, alguns países registraram melhora:

  • Síria;

  • Sri Lanka;

  • Bolívia;

  • Gabão.

Mesmo assim, o número de avanços é menor e insuficiente para reverter a tendência global.

A Freedom House avalia cada país com base em direitos políticos e liberdades civis, atribuindo uma pontuação de 0 a 100.

A partir disso, os países são classificados como:

  • livres;

  • parcialmente livres;

  • não livres.

A metodologia busca medir, de forma prática, o quanto uma pessoa pode se expressar, participar da vida política e viver sob regras previsíveis e justas.