Esse foi o 20º ano seguido em que as liberdades diminuíram ao redor do planeta.

Em 2025, o mundo se tornou um lugar menos livre, ao menos é isso que indica um levantamento do instituto Freedom House.
A organização afirma que o ano passado foi o 20º consecutivo de queda nos índices globais de liberdade.
O dado revela que a deterioração da liberdade não é algo pontual, mas sim uma tendência contínua, espalhada por diferentes regiões e sistemas políticos.
O relatório analisou 195 países e concluiu que 54 deles registraram retrocessos em direitos políticos e liberdades civis. Enquanto isso, apenas 35 apresentaram avanços.
Hoje, o mundo se divide em três grandes categorias:
88 países considerados “livres”;
48 “parcialmente livres”;
59 classificados como “não livres”.
Apenas 21% das pessoas vivem em países considerados livres, há duas décadas, esse número era de 46%.
A mudança sugere uma transformação no modo como sociedades inteiras experimentam direitos básicos.
Entre os países que mais perderam pontos em 2025, cinco se destacam:
Guiné-Bissau;
Tanzânia;
Burkina Faso;
Madagáscar;
El Salvador.
O caso da Guiné-Bissau foi o mais grave, sendo que o país perdeu oito pontos após um golpe militar que fechou instituições democráticas, suspendeu eleições e restringiu a atuação da imprensa.
Na outra ponta, alguns países registraram melhora:
Síria;
Sri Lanka;
Bolívia;
Gabão.
Mesmo assim, o número de avanços é menor e insuficiente para reverter a tendência global.
A Freedom House avalia cada país com base em direitos políticos e liberdades civis, atribuindo uma pontuação de 0 a 100.
A partir disso, os países são classificados como:
livres;
parcialmente livres;
não livres.
A metodologia busca medir, de forma prática, o quanto uma pessoa pode se expressar, participar da vida política e viver sob regras previsíveis e justas.