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Traficante foge de operação no Vidigal por passagem secreta

Esconderijo contava com piscina com vista para o mar, “suíte presidencial" e oito quartos.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Dadá, traficante que motivou operação no Vidigal
Fonte da imagem: Reprodução

A semana começou no Rio de Janeiro com uma grande operação policial no morro do Vidigal para prender o traficante Dadá.

O criminoso é apontado como fundador do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), uma facção que atua no sul da Bahia e mantém aliança com o Comando Vermelho.

A operação incluiu cerco à comunidade, confronto armado e até o uso de helicópteros. Moradores relataram um tiroteio intenso e imagens mostram disparos contínuos e aeronaves sobrevoando a região. 

O comércio fechou, turistas ficaram impedidos de descer do Morro Dois Irmãos e a Avenida Niemeyer chegou a ser interditada.

Traficante fugiu antes da polícia chegar

Apesar da mobilização, Dadá não foi encontrado e conseguiu fugir horas antes da chegada dos agentes.

Segundo as investigações, o traficante usou uma passagem secreta no térreo da casa em que estava

Ao abrir uma porta escondida na parede, os policiais encontraram um espaço com encanamentos, um muro de tijolos e um buraco estreito.

O local era tão apertado que agentes com coletes à prova de bala não conseguiram passar. O criminosos deixou para trás membros de sua família.

Fotos da saída pela qual o criminoso escapou.
Fotos da saída pela qual o criminoso escapou. — Imagem: Reprodução/Portal Último Segundo

Fotos da saída pela qual o criminoso escapou. Imagem: Reprodução/Portal Último Segundo

A fuga levantou suspeitas sobre um possível vazamento de informação, o que está sendo investigado pelas autoridades.

Casa de luxo contava com piscina e suíte presidencial

O esconderijo de Dadá estava longe de ser  um local improvisado, o criminoso estava cercado de luxo

Imagens mostram que a casa, localizada no alto do Vidigal, tinha piscina, churrasqueira, oito quartos e câmeras de segurança espalhadas pelo local

Além disso, havia também uma “suíte presidencial”, um quarto de luxo reservado para os principais membros da facção.

A posição, próxima à mata e em área de difícil acesso, facilitava a vigilância e estava cercada de possíveis fugas.

Dadá foi condenado a 68 anos de prisão por tráfico e homicídio, mas fugiu do presídio de Eunápolis na Bahia em 2024.

Segundo investigações do Ministério Público, Dadá costuma se esconder no Complexo da Rocinha, mas estava no espaço para o aniversário de três anos da filha do traficante.

A festa contou com brinquedos infantis, algodão-doce e bebidas alcoólicas. Investigadores apontam que o local também foi usado para tratar de negócios do tráfico.

O Rio de Janeiro se transformou em um porto seguro para criminosos, um local onde bandidos de todo o Brasil buscam refúgio

Isso porque diversas áreas da cidade estão sob controle de facções, que transformam os cidadãos em reféns em meio a guerras constantes por territórios.

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