A cesta básica no Brasil é três vezes mais cara do que nos Estados Unidos

A economia brasileira vive um paradoxo difícil de ignorar: a renda sobe, mas o custo de vida está ficando mais cara para os brasileiros.
Este problema fez com que os preços internos ficassem mais altos do que em 52% dos países do mundo inteiro.
Um estudo recente revela três problemas: o fracasso no controle da inflação, do preço do dólar e uma baixa produtividade nacional.
O resultado é sentido pela maioria das famílias brasileiras (que constituem as classes B, C, D e E). Para elas, os gastos básicos continuam sendo desproporcionais ao salário, que não rende apesar de certas melhorias econômicas.
O dado central do título vem do Índice de Nível de Preços (PLI), elaborado pelo projeto Our World In Data com base nos cálculos do Banco Mundial.
O PLI compara quanto cada país precisa gastar para adquirir a mesma cesta de bens e serviços dos Estados Unidos. O resultado é claro:
O Brasil tem preços médios mais altos que 52% dos 192 países avaliados.
A própria lógica econômica torna o número ainda mais revelador. Países ricos tendem a ser mais caros, mas o Brasil quebra essa regra. O país tem preços semelhantes (ou até superiores) aos de economias muito mais produtivas e com renda muito maior.
Entre as nações que oferecem bens e serviços mais baratos, mesmo com PIB per capita superior ao brasileiro, estão:
Segundo Marko Rissanen, do Banco Mundial, isso significa que famílias desses países “conseguem comprar mais com o que ganham”.
O levantamento também comparou o peso de uma mesma cesta de produtos no orçamento de trabalhadores do Brasil, Estados Unidos e Portugal. O contraste é direto:
Para o brasileiro médio, viver custa mais de duas vezes do que em Portugal, e mais de três vezes do que nos Estados Unidos.
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