Filme enfrenta resistência das grandes redes exibidoras e não tem salas em SP e RJ.

Enquanto o debate sobre o financiamento do filme Dark Horse domina o noticiário político, uma outra produção sobre Jair Bolsonaro chegou aos cinemas.
O documentário Colisão dos Destinos estreou na última quinta-feira, 14, em cinemas de 17 estados.
Em entrevista ao programa Café com à Gazeta do Povo, o produtor e diretor Doriel Francisco afirma ter financiado a produção inteiramente com recursos próprios.
"Não teve nenhum real de patrocínio público ou privado. Fui obrigado a vender um carro e um terreno”.
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O documentário acompanha a trajetória de Bolsonaro desde a infância até a chegada à Presidência da República em 2018.
A proposta, de acordo com a sinopse oficial, é oferecer um olhar sobre as raízes pessoais e os acontecimentos que moldaram o ex-presidente.
O filme reúne depoimentos dos filhos Carlos, Flávio e Eduardo, dos irmãos de Bolsonaro e de aliados políticos como Nikolas Ferreira, Gil Diniz e Mário Frias, que também assina como produtor.
Um dos temas abordados é a facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, a partir dos relatos dos próprios filhos.
Apesar de estar em cartaz em 17 estados, o filme não conseguiu espaço nas grandes redes exibidoras. São Paulo e Rio de Janeiro não têm salas exibindo a produção.
"Tive dificuldade com as grandes redes exibidoras, nenhuma delas aceitou exibir o filme", revelou Doriel. Para ele, a recusa é injustificada. "Não é um filme político, é um filme que trata da história do Jair, que humaniza a figura do ex-presidente. As pessoas estão indo até os cinemas cobrar que o filme seja exibido."
A estreia acontece em meio à repercussão das negociações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do Dark Horse.
As duas produções não têm relação, apesar de compartilharem nomes na equipe, como Mario Frias.
Doriel afirmou à Gazeta do Povo que o setor audiovisual brasileiro é dominado pela esquerda, o que dificulta a exibição do filme.
"Estão fazendo uma tempestade gigantesca sobre isso porque o audiovisual brasileiro é dominado pela esquerda. Pela primeira vez estamos trazendo dois filmes falando do Jair Bolsonaro, e isso mexe com eles".
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