Eduardo Bolsonaro chamou Ricardo Salles de “incontrolável”, enquanto o deputado do Novo acusou o filho do ex-presidente de ter cedido ao Centrão.

Faltando poucos meses para as eleições, os bastidores da política paulista já começam a chamar atenção e gerar polêmica.
A mais recente ocorreu após Eduardo Bolsonaro anunciar apoio ao presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, como candidato ao Senado em 2026.
O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), que era um dos nomes cotados para receber o apoio da ala, reagiu publicamente e descartou qualquer possibilidade de retirar sua pré-candidatura.
O que começou com um anúncio nas redes sociais rapidamente ganhou espaço nas manchetes e entrevistas da mídia política.
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Em entrevista à Gazeta do Povo, Salles afirmou que André do Prado não representa a direita e associou o presidente da Alesp ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
“Eu para o André do Prado, paupilo do Valdemar, não abro mão de jeito nenhum [da candidatura]. Porque ele é Centrão. Nunca foi, jamais será de direita”, declarou.
O deputado também criticou o fato de André do Prado ter sido eleito presidente da Alesp com apoio de parlamentares do PT.
Segundo Salles, lançar um nome ligado ao Centrão pode enfraquecer a direita na disputa contra candidatos da esquerda, como Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França, que aparecem bem posicionados nas pesquisas para o Senado.
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A articulação construída por Eduardo Bolsonaro prevê André do Prado como um dos nomes da direita para o Senado. Além disso, o filho do ex-presidente anunciou que será suplente do pré-candidato.
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro defendeu sua decisão e chegou a chamar Ricardo Salles de “incontrolável”.
O deputado do Novo rebateu a declaração, negou ser “incontrolável” e sugeriu que Eduardo teria cedido ao Centrão.
O outro nome mais forte é o do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP-SP).
Salles, porém, defende que apenas ele e Derrite representam a chamada “direita ideológica”.
“Os dois nomes da direita para serem lançados para ganhar da esquerda são o Derrite e eu”.
Apesar das críticas, o deputado do Novo disse que abriria mão da candidatura caso o escolhido fosse o vice-prefeito da capital paulista, Coronel Mello Araújo.
Grande parte do embate gira em torno do papel do Centrão dentro da política brasileira.
Salles acusou André do Prado de representar um grupo “fisiológico” e afirmou que o Centrão “se finge de direita quando convém”.
O deputado também atacou Eduardo Bolsonaro por apoiar a articulação.
“Esse apoio ao nome do filhote do Valdemar é vergonhoso”, escreveu nas redes sociais.
Até o momento, André do Prado não respondeu diretamente às declarações. Ainda faltam alguns meses para as eleições, mas, ao que tudo indica, a disputa nos bastidores já começou.
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