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A “dama de ferro”: descubra quem é Sanae Takaichi, a conservadora que poderá governar o Japão

Sua campanha foi marcada por um discurso nacionalista anti-China e pela defesa de pautas familiares.

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Redação Brasil Paralelo
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Sanae Takaichi, conservadora que pode se tornar a primeira mulher a governar o Japão.
Fonte da imagem: IPC Digital

Sanae Takaichi foi escolhida para liderar o Partido Liberal Democrata (LDP) e está prestes a se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão.

Para isso acontecer, o parlamento japonês precisa confirmar sua indicação em uma votação prevista para o próximo dia 15

Durante sua campanha para assumir a liderança do partido, Takaichi disse que planeja ser uma “dama de ferro”, em referência à britânica Margaret Thatcher.

A primeira-ministra do Reino Unido assumiu o poder em 1979, seu governo foi marcado pela defesa do conservadorismo, reforma econômica e a luta contra o comunismo.

Takaichi defende pautas familiares, como a norma que proíbe os casados de terem dois sobrenomes. A lei faz com que mais de 90% das mulheres das mulheres no país abrirem mão do sobrenome de solteira.

Em questões internacionais, ela defende uma postura mais forte do Japão, com discursos contra a China e defendendo uma revisão da Constituição japonesa para permitir forças armadas permanentes

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Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a lei japonesa estabelece que o país pode conte apenas com Forças de Autodefesa.

No entanto, em questões econômicas ela defende uma posição parecida com a de Shinzo Abe, ex-primeiro-ministro assassinado em 2022.

Ele defendia um aumento nos gastos públicos para promover o crescimento econômico do país, uma estratégia que ficou conhecida como Abenomics

Trump parabenizou a vitória de Takaichi em sua rede social, a descrevendo como “uma pessoa altamente respeitada de grande sabedoria e força”.

Ele também comentou que sua vitória foi “uma notícia tremenda para o incrível povo do Japão”. 

Em resposta, a parlamentar disse ter ficado “muito feliz em receber palavras tão calorosas de felicitações” e afirmou que “espera verdadeiramente trabalhar junto com o presidente Trump para tornar a aliança ainda mais forte e próspera”.

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