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Deputado é preso por acusação de corrupção em contratos com escolas

Operação que prendeu Thiago Rangel começou com investigação sobre vazamento de informações para o Comando Vermelho.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Thiago rangel, parlamentar investigado por corrupção
Fonte da imagem: Divulgação

O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso pela Polícia Federal na operação Unha e Carne

Ele é investigado por participação em um esquema que, segundo as autoridades, envolvia fraudes na contratação de serviços e compra de materiais para a rede estadual de ensino.

Ao todo, foram expedidos 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em diferentes cidades do estado, como:

  • Rio de Janeiro;

  • Campos dos Goytacazes;

  • Miracema;

  • Bom Jesus do Itabapoana. 

A ação da polícia aconteceu após a autorização do ministro Alexandre de Moraes.

Até a última atualização do caso, além do deputado, outras cinco pessoas também foram presas.

Como funcionava o esquema?

Segundo a PF, contratos de obras e serviços ligados à Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) foram feitos por empresas previamente escolhidas

Essas contratações ocorreram principalmente em escolas vinculadas à Diretoria Regional Noroeste, área em que Rangel era muito influente.

As suspeitas incluem crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

A Secretaria Estadual de Educação afirmou que iniciou uma revisão interna nos processos de contratação

Entre as medidas adotadas, está a definição de um limite de R$130 mil para obras classificadas como manutenção, seguindo as diretrizes da nova Lei de Licitações. Intervenções acima desse valor passam a ser tratadas como obras maiores e executadas por outro órgão estadual.

Até o momento, a defesa do deputado Thiago Rangel não havia se manifestado.

Investigação já levou deputado ligado ao Comando Vermelho para a prisão

A fase da operação é um desdobramento de investigações que tiveram início após a análise de materiais apreendidos na primeira etapa da Operação Unha e Carne, que investigava o vazamento de informações.

Informações encontradas no computador do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que está preso, ajudaram a continuar as investigações.

As três primeiras fases da operação, realizadas entre dezembro de 2025 e março de 2026, tinham foco em um suposto esquema de vazamento de informações sobre ações policiais contra o Comando Vermelho.

De acordo com a Polícia Federal, esses vazamentos teriam comprometido operações e beneficiado investigados ligados à facção

Um dos nomes citados foi o de Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como “TH Joias”, apontado como articulador político do grupo criminoso.

O crime organizado tem se infiltrado em todas as camadas do Estado e da sociedade brasileira.

No entanto, isso fica ainda mais claro no Rio de Janeiro. Lá, os criminosos não se limitam a manter relações com políticos, eles mesmos controlam regiões inteiras e disputam territórios.

A situação transformou a cidade mais icônica do Brasil em uma das mais temidas, conhecida internacionalmente pela violência.

A Brasil paralelo investigou como isso aconteceu no documentário Rio de Janeiro: Paraíso em Chamas. Assista ao trailer abaixo:

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