Operação que prendeu Thiago Rangel começou com investigação sobre vazamento de informações para o Comando Vermelho.

O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso pela Polícia Federal na operação Unha e Carne.
Ele é investigado por participação em um esquema que, segundo as autoridades, envolvia fraudes na contratação de serviços e compra de materiais para a rede estadual de ensino.
Ao todo, foram expedidos 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em diferentes cidades do estado, como:
Rio de Janeiro;
Campos dos Goytacazes;
Miracema;
Bom Jesus do Itabapoana.
A ação da polícia aconteceu após a autorização do ministro Alexandre de Moraes.
Até a última atualização do caso, além do deputado, outras cinco pessoas também foram presas.
Segundo a PF, contratos de obras e serviços ligados à Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) foram feitos por empresas previamente escolhidas.
Essas contratações ocorreram principalmente em escolas vinculadas à Diretoria Regional Noroeste, área em que Rangel era muito influente.
As suspeitas incluem crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
A Secretaria Estadual de Educação afirmou que iniciou uma revisão interna nos processos de contratação.
Entre as medidas adotadas, está a definição de um limite de R$130 mil para obras classificadas como manutenção, seguindo as diretrizes da nova Lei de Licitações. Intervenções acima desse valor passam a ser tratadas como obras maiores e executadas por outro órgão estadual.
Até o momento, a defesa do deputado Thiago Rangel não havia se manifestado.
A fase da operação é um desdobramento de investigações que tiveram início após a análise de materiais apreendidos na primeira etapa da Operação Unha e Carne, que investigava o vazamento de informações.
Informações encontradas no computador do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que está preso, ajudaram a continuar as investigações.
As três primeiras fases da operação, realizadas entre dezembro de 2025 e março de 2026, tinham foco em um suposto esquema de vazamento de informações sobre ações policiais contra o Comando Vermelho.
De acordo com a Polícia Federal, esses vazamentos teriam comprometido operações e beneficiado investigados ligados à facção.
Um dos nomes citados foi o de Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como “TH Joias”, apontado como articulador político do grupo criminoso.
O crime organizado tem se infiltrado em todas as camadas do Estado e da sociedade brasileira.
No entanto, isso fica ainda mais claro no Rio de Janeiro. Lá, os criminosos não se limitam a manter relações com políticos, eles mesmos controlam regiões inteiras e disputam territórios.
A situação transformou a cidade mais icônica do Brasil em uma das mais temidas, conhecida internacionalmente pela violência.
A Brasil paralelo investigou como isso aconteceu no documentário Rio de Janeiro: Paraíso em Chamas. Assista ao trailer abaixo:
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