Política buscava melhorar a qualidade de vida dos usuários ao invés de livrá-los do vício.

No centro da cidade mais rica do Brasil era comum ver viciados consumindo drogas a céu aberto, sem nenhum pudor ou interferência das autoridades.
A Cracolândia, como ficou conhecida a região, foi um problema que assolou São Paulo por décadas.
Muitas políticas diferentes foram tentadas para acabar, ou ao menos diminuir, esse problema.
Uma das mais polêmicas foi o programa Braços Abertos, criado pela prefeitura durante a gestão de Fernando Haddad em 2014.
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Criado para atuar diretamente na região da Luz, onde havia grande concentração de usuários, o programa partia de uma premissa diferente das abordagens anteriores.
Em vez de focar na repressão ou na abstinência, a proposta era oferecer condições de vida aos dependentes químicos. Na prática, o programa oferecia:
Moradia em hotéis da região;
Três refeições diárias;
Trabalho remunerado, geralmente em serviços de zeladoria urbana;
Acesso a serviços de saúde e assistência social;
Cursos de capacitação opcionais.
Os beneficiários também recebiam um valor em dinheiro, de aproximadamente R$15 por dia, segundo descrições do próprio programa.
Todos esses benefícios eram garantidos sem a necessidade do usuário deixar de usar drogas.
Essa abordagem segue a lógica da chamada redução de danos, que busca diminuir os impactos do vício sem exigir abstinência imediata.
Não demorou para que os críticos chamassem o programa de Bolsa Crack e afirmassem que era uma forma de incentivar os usuários a se manterem no vício.
Quando assumiu a prefeitura de São Paulo, João Dória acabou definitivamente com o programa.
Até os dias de hoje, os defensores do programa afirmam que a política conseguiu reduzir o número de usuários de droga que circulavam diretamente pela região.
A Cracolândia é uma das questões mais polêmicas para os paulistanos e o debate ao seu entorno está marcado pela disputa de narrativas e interesses políticos.
O governo diz que o problema foi resolvido, a oposição acusa de ter sido “varrido para debaixo do tapete”.
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