Investigação aponta que estrutura ligada ao Banco Master utilizava métodos ilegais para vigiar jornalistas e autoridades.

A nova fase da operação que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master revelou um complô digno dos filmes de espionagem.
Apelidado por Daniel Vorcaro de "A Turma", o grupo supostamente comandado pelo banqueiro funcionava como uma milícia privada, criada para obter informações e intimidar adversários.
Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo codinome "Sicário", é um dos membros do grupo acusado de acessar bases de dados de órgãos internacionais, como o FBI e a Interpol, para coletar informações sensíveis de opositores de Vorcaro.
De acordo com a investigação, entre as práticas da organização estavam:
Monitoramento físico de jornalistas e ex-funcionários;
Guerra digital, com a criação de conteúdos favoráveis e pressão ilegal para a remoção de críticas em redes sociais;
Invasão de sistemas, utilizando credenciais de terceiros para acessar dados sigilosos do governo brasileiro e de polícias estrangeiras.
A manutenção dessa estrutura não era barata. Mensagens interceptadas revelam que o fluxo de caixa para a operação chegava a R$1 milhão mensais.
O dinheiro era repassado a Mourão por meio de empresas intermediárias e funcionários de confiança, em uma engenharia financeira desenhada para ocultar a origem dos valores e dificultar o rastreamento pela Justiça.
Este é mais um desdobramento envolvendo o Banco Master, cujos detalhes se perdem em meio a tantas manchetes. A Brasil Paralelo explica tudo o que está por trás desse cenário em sua nova produção: Raio-X Banco Master. Clique aqui e saiba mais.
O conteúdo das mensagens revela um lado sombrio da organização. Em diálogos diretos, Vorcaro e Mourão discutiam sobre “quebrar os dentes” de um colunista do jornal O Globo, mencionando inclusive a ideia de simular um assalto para agredi-lo fisicamente.
Confira a transcrição das mensagens interceptadas:
“MOURÃO: Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? hrs hein. Lanço uma nova sua? Positiva.
DV: Sim.
MOURÃO: Cara es*****.
DV: Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.
MOURÃO: Vou fazer isto.
(…)
DV: Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
A gravidade das provas,que incluem a participação de um ex-policial federal no núcleo de inteligência, levou o ministro André Mendonça a decretar a prisão preventiva dos líderes do grupo.
Para o magistrado, a manutenção da liberdade dos investigados representava um risco real à vida das vítimas e à própria integridade das instituições brasileiras.
Este é mais um episódio envolvendo o Banco Master. Um caso de muitas camadas que acabam se perdendo em tantas manchetes que surgem a cada dia.
E para entender o que realmente aconteceu, é preciso ir além das manchetes.
A Brasil Paralelo organizou tudo isso em sua nova produção: Raio-X Banco Master, uma exibição didática e completa do que está por trás daquele que promete ser o maior escândalo financeiro da história recente do Brasil.
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