Sexta fase da Operação Compliance Zero prendeu sete pessoas, incluindo o pai de Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal prendeu sete pessoas nesta quinta-feira, 14, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero.
Entre os alvos estão o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, e integrantes de dois grupos criados para ameaçar, intimidar e espionar desafetos do dono do Banco Master.
A operação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça e cumpriu mandados de prisão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
De acordo com a PF, a organização operava por meio de dois núcleos distintos.
O primeiro, chamado "A Turma", era voltado a ações presenciais: ameaças físicas, monitoramento de alvos e obtenção de informações sigilosas.
De acordo com os investigadores, o grupo era formado por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais.
O segundo núcleo, conhecido como "Os Meninos", atuava no campo digital: ataques cibernéticos, invasões de sistemas, derrubada de perfis e monitoramento telefônico ilegal.
O líder operacional de "A Turma" era Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário.
Ele foi preso em março de 2026, durante a terceira fase da operação, e acabou morrendo com sinais de suicídio em uma cela da Superintendência da PF em Belo Horizonte.
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A PF identificou que o braço carioca da organização era liderado por Manoel Mendes Rodrigues, descrito como operador do jogo do bicho.
De acordo com os investigadores, ele comandava ações de intimidação física contra desafetos de Vorcaro, principalmente em Angra dos Reis.
Um dos episódios citados ocorreu em junho de 2024, quando integrantes do grupo foram até a Marina Bracuhy ameaçar o comandante de embarcação Luis Felipe Woyceichoski.
Em seguida, o grupo se deslocou ao Hotel Nacional Inn para intimidar o ex-chefe de cozinha Leandro Garcia.
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A decisão do STF detalha o uso da estrutura da própria PF em favor da organização.
O agente Anderson Wander da Silva Lima realizava consultas indevidas em sistemas internos e repassava informações sigilosas a Marilson Roseno.
Ele é apontado como líder hierárquico de "A Turma". Segundo a PF, Anderson recebia pagamentos pela atuação.
O policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior também é apontado como integrante operacional do grupo.
Para dificultar o rastreamento, ele usava telefone internacional, mensagens temporárias e preferia ligações a mensagens escritas.
Em Minas Gerais, a delegada federal Valéria Vieira Pereira da Silva e o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva são investigados por consultas indevidas ao sistema e-Pol e repasse de informações sigilosas ao grupo.
Segundo a PF, a organização buscava acompanhar investigações em andamento contra seus próprios integrantes.
Em um dos episódios, Marilson Roseno teria acionado policiais para obter informações sobre um inquérito que envolvia o próprio Henrique Vorcaro.
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A Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro durante uma nova fase da Operação Compliance Zero.
Ele é acusado de encomendar serviços e efetuar pagamentos para grupos conhecidos como "A Turma" e "Os Meninos", criados pelo filho Daniel para monitorar e intimidar pessoas de interesse do Banco Master.
De acordo com o ministro André Mendonça, que autorizou a prisão, Henrique teria obtido acesso indevido a sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais como FBI e Interpol.
Empresário do setor de infraestrutura e construção pesada, ele é fundador do Grupo Multipar, com atuação em engenharia, energia, agronegócio e mercado imobiliário.
A PF afirma que atuava em conjunto com o filho em uma estrutura investigada por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde março e negocia acordo de delação premiada com a PF e a Procuradoria-Geral da República.
A prisão de Henrique Vorcaro é mais um desdobramento envolvendo o Banco Master, cujos detalhes se perdem em meio a tantas manchetes.
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