90% dos alunos afirmam ter deixado de expressar suas opiniões por receio de seus colegas, diz pesquisa.
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Imagine um estudante que se dedicou por anos para o tão sonhado vestibular. Passado o teste, ele finalmente vê seu nome na lista de aprovados. O medo que o perseguia dá lugar a lágrimas de alegria, e ao grande orgulho dos familiares.
Cabelos raspados, trotes amargos, rituais que confirmam: tudo valeu a pena. As portas da universidade se abrem. A vida parece estar apenas começando.
Mas aos poucos, o sonho da maioria desses estudantes vai se tornando um pesadelo.
Você já conheceu alguém que, em menos de dois anos em uma universidade, mudou sua visão de mundo e valores ao ponto de parecer ser outra pessoa?
Já escutou relatos de jovens que passaram a não dizer o que pensam por medo do que seus colegas diriam?
Talvez você mesmo seja um deles. Ou tem filhos que vivem esse dilema. Há tempos, a universidade vem se tornando um lugar inóspito para opiniões divergentes.
Segundo um relatório elaborado pelo instituto de pesquisas College Pulse e a Real Clear Education, 90% dos alunos afirmam ter deixado de expressar suas opiniões por receio de seus colegas.
O ambiente universitário tem pressionado os jovens a não dividir determinadas ideias. E esse problema não é exclusivo das universidades americanas.
Qual é a atual situação do ambiente acadêmico diante de pautas que muitos consideram polêmicas, como a inauguração do primeiro banheiro sem gênero em uma universidade carioca?
O que realmente está sendo moldado por trás dos muros das universidades públicas do Brasil?
Essas questões foram respondidas em “Unitopia”, um documentário da Brasil Paralelo que ouviu professores, servidores e alunos que vivem a realidade do ambiente acadêmico para investigar as engrenagens dessa perseguição ideológica.
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