União Soviética acumulou acidentes e segredos durante a corrida espacial que documentos desclassificados ainda não explicam.

Há menos de um mês, a humanidade acompanhou quatro pessoas irem até a Lua, darem a volta nela e retornarem em segurança para casa. A Artemis II foi mais um episódio de uma história espacial que começou décadas atrás.
Em 1961, O soviético Yuri Gagarin se tornou o primeiro ser humano a viajar ao espaço. A União Soviética comemorou o feito. Mas e se ele não tivesse sido o primeiro?
Durante a Guerra Fria, enquanto soviéticos e americanos disputavam quem chegaria primeiro ao espaço, o programa espacial soviético tinha alguns segredos. Alguns deles foram revelados com o tempo.
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Em 1960, um foguete soviético explodiu na plataforma de lançamento e matou pelo menos 78 pessoas. Pouco antes do voo de Gagarin, um cosmonauta morreu em treinamento após um incêndio em uma cápsula.
Em 1967, outro acidente fatal ocorreu quando o paraquedas de uma cápsula não se abriu durante a reentrada.
Tragédias documentadas, mas pouco divulgadas. E se esses acidentes não forem os únicos?
Em 1960, o escritor americano de ficção científica Robert Heinlein visitou a União Soviética. Lá, ouviu de cadetes do Exército Vermelho que um lançamento tripulado recente havia ocorrido e fracassado.
A missão envolveria a cápsula Korabl-Sputnik 1, que teria sofrido uma falha no sistema de orientação e não conseguido retornar à Terra.
Oficialmente, as autoridades soviéticas classificaram o lançamento como um teste não tripulado. Mas o relato de Heinlein nunca foi completamente descartado.
Dois irmãos radioamadores de Turim, Achille e Giovanni Judica-Cordiglia, afirmaram ter captado transmissões de rádio provenientes de missões soviéticas fracassadas.
Em novembro de 1960, disseram ter registrado uma mensagem em código Morse que interpretaram como um pedido de socorro vindo de uma nave se afastando da Terra. Ao longo dos anos, afirmaram ter feito nove gravações desse tipo.
Em uma delas, seria possível ouvir a voz de uma mulher em russo descrevendo chamas e perguntando ao controle da missão se a nave explodiria. Se autêntica, a gravação indicaria que a primeira mulher no espaço não teria sobrevivido.
Valentina Tereshkova, que a URSS apresentou oficialmente como a primeira mulher no espaço, voou apenas em 1963.
A cápsula Korabl-Sputnik 1 não possuía escudo térmico para reentrada, o que sugere que nunca houve intenção de recuperar uma tripulação. As sondas lunares soviéticas não tinham espaço para acomodar seres humanos.
As gravações dos irmãos italianos são amplamente consideradas falsas por especialistas, que apontam inconsistências técnicas e ausência de comprovação independente.
Documentos soviéticos desclassificados sobre o programa espacial não apresentam registros de cosmonautas desaparecidos em missões secretas.
O próprio Gagarin sugeriu em sua biografia que muitos rumores poderiam ser explicados por acidentes em órbita baixa, sem relação com missões ocultas.
O mistério permanece sem resposta definitiva.
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