Missão durará dez dias e qualquer pessoa poderá rastrear a espaçonave em tempo real.

No próximo dia 1º de abril, se as condições climáticas permitirem, quatro astronautas vão fazer algo que nenhum ser humano faz há mais de 50 anos: ir à Lua.
A missão Artemis II marca o retorno de uma missão tripulada à órbita lunar depois de décadas.
Hoje, os quatro astronautas começaram a quarentena pré-lançamento. Em dez dias, chegam ao Centro Espacial Kennedy de onde o foguete deve partir.
A viagem durará dez dias. Durante todo o percurso, qualquer pessoa com acesso à internet poderá acompanhar em tempo real a localização da espaçonave, incluindo a distância da Terra, a distância da Lua e o tempo de missão.
O rastreamento já está disponível no site da NASA.
A Artemis II não vai pousar na Lua. Vai orbitar, percorrendo uma trajetória que levará os astronautas mais longe do que qualquer ser humano já chegou.
De acordo com a NASA, será um voo de reconhecimento que prepara o terreno para os próximos passos da exploração espacial.
O chefe de Gerenciamento da Missão, John Honeycutt, reconheceu o risco. Lançamentos tão espaçados carregam um histórico delicado.
O último foi a missão não tripulada Artemis I, em 2022. Ainda assim, avaliou que a probabilidade de sucesso é maior do que era na primeira missão.
Um problema em um componente elétrico foi identificado e resolvido no fim de semana sem comprometer o cronograma.
Se o clima não cooperar no dia 1º de abril, uma nova tentativa pode ser feita no dia seguinte.
A humanidade não esteve tão perto da Lua em mais de meio século. Em poucos dias, isso pode mudar.
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