Para 38% dos eleitores, custo de vida e dívidas são fatores decisivos na escolha do próximo presidente.

O custo de vida e o endividamento podem pesar diretamente na decisão de voto do brasileiro.
A nova pesquisa do instituto Ideia mostra que a situação financeira das famílias pode ser um dos principais fatores nas próximas eleições presidenciais.
Os dados indicam que a pressão no orçamento deixou de ser apenas um problema doméstico e passou a influenciar escolhas políticas.
De acordo com a pesquisa, hoje, 40% dos eleitores dizem estar mais endividados do que há um ano. Outros 42% afirmam que a situação não mudou, e apenas 13% relatam melhora.
Ao mesmo tempo, 70,4% da população percebem aumento no custo de vida, sendo 30% dizendo que ele subiu muito e 40,4% que subiu moderadamente. Só 5,2% acreditam que viver ficou mais barato.
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Para 38% dos entrevistados, custo de vida e dívidas são fatores “muito importantes” na escolha do próximo presidente.
Outros 36,7% consideram esses pontos relevantes, ainda que não centrais. Na prática, três em cada quatro eleitores levam a própria situação financeira para a urna.
O dado revela uma mudança de foco. Os debates que se aproximam podem girar em torno da experiência de cada eleitor: renda, preços e capacidade de pagar contas.
Segundo a CEO do instituto, Cila Schulman, o fenômeno pode ser resumido no seguinte: a fatura do cartão de crédito chegando às urnas. Isso reduz o espaço para discursos genéricos e aumenta a pressão por respostas diretas sobre economia doméstica.
Diante do cenário atual, surge uma pergunta: o próximo presidente será aquele que prometer aliviar o peso no fim do mês?
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