Decisão final sobre o caso poderá ser tomada pelo ministro da Justiça italiano.

A Justiça italiana recusou os argumentos apresentados pela defesa e decidiu dar continuidade ao processo de extradição de Carla Zambelli.
A decisão foi tomada pela Corte de Apelação nesta quinta-feira (26), autorizando que a ex-deputada seja entregue às autoridades brasileiras. Os advogados da ex-parlamentar já anunciaram que deverão recorrer.
Caso a decisão seja mantida, o pedido seguirá para análise final do ministro da Justiça italiano.
Se houver confirmação, Zambelli deverá ser transferida ao Brasil em um prazo de até 15 dias após a comunicação oficial entre os governos, podendo ser prorrogado por mais 20 dias.
Por outro lado, se o governo italiano rejeitar o pedido ou se houver suspensão da decisão por via judicial, a ex-parlamentar poderá ser libertada.
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O processo ocorre após um pedido formal do STF, que busca trazer Zambelli de volta ao Brasil para cumprimento de pena.
Ela foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Zambelli deixou o país em maio de 2025, atravessando a fronteira com a Argentina e passando pelos EUA antes de chegar à Itália, onde possui cidadania.
Como saiu do Brasil após a condenação definitiva, passou a ser considerada foragida da Justiça brasileira.
A prisão ocorreu em julho do mesmo ano, após inclusão do nome da ex-parlamentar na lista vermelha da Interpol.
Desde então, ela permanece detida em Roma. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante todo o processo, sob o entendimento de que há risco de fuga.
Em fevereiro, a Justiça italiana rejeitou um pedido para substituição dos juízes responsáveis pelo caso.