Estudos também revelam que a Amazônia possui o segundo rio mais poluído por plástico no mundo

225 milhões de toneladas de plástico serão produzidas no mundo em 2025. Contudo, apenas 9% tem sido reciclado. Aproximadamente, 11 milhões de toneladas de plástico entram no mar a cada ano, e para 2050 se espera que exista mais plástico do que peixes.
Outros estudos mostram que a Amazônia tem o segundo rio mais poluído por plástico do mundo.
A poluição plástica já transformou rios, mares e aterros em depósitos permanentes de resíduos que a natureza não consegue decompor. Mas uma descoberta feita na Amazônia mostra uma mudança no ecossistema que poderia mudar a crise.
Pesquisadores de Yale identificaram um fungo capaz de quebrar o plástico resistente e usá-lo como fonte de energia.
É uma capacidade biológica rara, encontrada em um dos lugares mais biodiversos do planeta, e que abre novas possibilidades para enfrentar um dos maiores desafios ambientais da era moderna.
O protagonista é o Pestalotiopsis microspora, um fungo isolado durante uma expedição ao Parque Nacional de Yasuni, no Equador.
O que chamou a atenção dos pesquisadores foi sua habilidade única: ele utiliza poliuretano, um plástico durável e difícil de degradar, como sua única fonte de energia.
O processo ocorre mesmo sem presença de oxigênio, graças a um conjunto de enzimas capazes de quebrar o material em componentes menores.
As enzimas atacam as longas cadeias do poliuretano, desmontando a estrutura sintética até convertê-la em moléculas que o fungo absorve e transforma em energia.
Estudos em laboratórios mostram que fungos degradadores podem atuar até 20 vezes mais rápido quando cultivados em condições otimizadas.
No entanto, os estudos também revelam que o equilíbrio necessário para conseguir a produção em grande escala do fungo é delicado.
O fungo precisa de um ambiente controlado para manter a atividade constante das enzimas, protocolos de segurança que evitem o impacto negativo em ecossistemas onde o fungo cresce; e processos de isolamento para evitar a contaminação.
Se a integração do fungo à tecnologia for bem-sucedido, a gestão de resíduos poderia reduzir o volume de plásticos que chegam aos cursos de água, diz a organização Reforest Nation.
“Essas soluções biotecnológicas poderiam transformar o plástico de um poluente permanente em um recurso recuperável”, disse.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.