O Santo Sepulcro permanece fechado e líderes religiosos negociam com Israel para garantir celebrações da Semana Santa.

Na Idade Média, cavaleiros Templários dedicavam suas vidas a proteger peregrinos que cruzavam a Europa em direção a Jerusalém.
Cristãos de todas as partes do continente deixavam suas terras para visitar o Santo Sepulcro, local onde o corpo de Jesus Cristo foi sepultado e onde, segundo a tradição cristã, ressuscitou dos mortos
Essa peregrinação nunca parou. Todos os anos, milhares de fiéis do mundo todo ainda fazem o mesmo caminho.
No entanto, este ano o local está fechado e pode permanecer assim por tempo indeterminado.
Desde 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos iniciaram operações militares contra o Irã, o governo israelense ordenou o fechamento de todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém, incluindo:
o Muro das Lamentações;
a Mesquita de Al-Aqsa;
a Igreja do Santo Sepulcro.
A justificativa é segurança: mísseis iranianos chegaram a cair próximo aos muros da cidade. Um deles atingiu área próxima ao Muro das Lamentações e à própria Igreja em 12 de março, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel.
O fechamento é inédito. Guerras, crises e até a pandemia limitaram o acesso ao local, mas nunca por tanto tempo ou de forma tão absoluta.
Nem mesmo missas foram permitidas durante a Quaresma, período que antecede a Semana Santa.
É justamente essa semana que preocupa os cristãos. O período mais importante do calendário cristão começa no próximo dia 29 de março.
Líderes religiosos negociam com autoridades israelenses para garantir ao menos celebrações restritas no local, como ocorreu durante a pandemia.
"Faremos de tudo para ser uma presença concreta e um testemunho de fé na Igreja Mãe de todas as Igrejas", afirmou o frade Ibrahim Faltas, da Custódia da Terra Santa.
O papa Leão XIV, durante a oração pública do meio-dia no último domingo, pediu de forma firme: "cessem o fogo".
Por enquanto, o portão permanece fechado. Sem data para reabertura.
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