A defesa do influenciador afirmou que recorrerá e alega que a condenação se baseou em argumentos alheios à investigação.

Há seis meses, um caso tomou as principais manchetes do Brasil. Uma denúncia feita pelo influenciador Felca alertou para o problema da adultização e sexualização de crianças e adolescentes.
O ponto principal da denúncia envolvia Hytalo Santos, acusado de lucrar com a exposição de menores nas redes sociais.
Rapidamente, o vídeo alcançou mais de 40 milhões de visualizações e a investigação contra Santos avançou. Poucos dias depois, ele foi preso preventivamente.
Hoje, 23 de fevereiro, o influenciador foi condenado pela Justiça da Paraíba a 11 anos e 4 meses de prisão.
Segundo a decisão, adolescentes eram mantidos em um ambiente descrito como um “reality show” sendo expostos a um contexto adulto e a situações de risco extremo, além de terem acesso até mesmo a bebidas alcoólicas.
O juiz registrou ainda que os dois foram negligentes em relação à alimentação e à frequência escolar dos adolescentes.
Para o magistrado, os crimes foram praticados explorando a vulnerabilidade das vítimas, que não teriam condições de compreender ou resistir às práticas consideradas ilícitas.
Israel Vicente, companheiro de Hytalo também foi condenado, mas sua pena é de 8 anos e 10 meses de prisão.
O caso também tramita na Justiça do Trabalho. No âmbito trabalhista, os dois são réus por tráfico de pessoas para exploração sexual e por trabalho em condições análogas à escravidão.
A defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente já anunciou que pretende recorrer da decisão. Segundo os advogados, ao longo do processo foram apresentados argumentos que se afastaram do centro da acusação.
O Tribunal de Justiça da Paraíba analisa um pedido de habeas corpus. O julgamento deve ser retomado na terça-feira (24). Para a defesa, a condenação em primeira instância não interfere na análise do pedido.
Relembre e entenda a denúncia do Felca no vídeo de 15 minutos no canal da Brasil Paralelo.
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