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Hytalo Santos é condenado a 11 anos de prisão por exploração sexual de adolescentes

A defesa do influenciador afirmou que recorrerá e alega que a condenação se baseou em argumentos alheios à investigação.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Hytalo Santos sendo preso
Fonte da imagem: Uol

Há seis meses, um caso tomou as principais manchetes do Brasil. Uma denúncia feita pelo influenciador Felca alertou para o problema da adultização e sexualização de crianças e adolescentes.

O ponto principal da denúncia envolvia Hytalo Santos, acusado de lucrar com a exposição de menores nas redes sociais.

Rapidamente, o vídeo alcançou mais de 40 milhões de visualizações e a investigação contra Santos avançou. Poucos dias depois, ele foi preso preventivamente.

Hoje, 23 de fevereiro, o influenciador foi condenado pela Justiça da Paraíba a 11 anos e 4 meses de prisão.

Segundo a decisão, adolescentes eram mantidos em um ambiente descrito como um “reality show” sendo expostos a um contexto adulto e a situações de risco extremo, além de terem acesso até mesmo a bebidas alcoólicas.

O juiz registrou ainda que os dois foram negligentes em relação à alimentação e à frequência escolar dos adolescentes.

Para o magistrado, os crimes foram praticados explorando a vulnerabilidade das vítimas, que não teriam condições de compreender ou resistir às práticas consideradas ilícitas.

Israel Vicente, companheiro de Hytalo também foi condenado, mas sua pena é de 8 anos e 10 meses de prisão

O caso também tramita na Justiça do Trabalho. No âmbito trabalhista, os dois são réus por tráfico de pessoas para exploração sexual e por trabalho em condições análogas à escravidão.

A defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente já anunciou que pretende recorrer da decisão. Segundo os advogados, ao longo do processo foram apresentados argumentos que se afastaram do centro da acusação.

O Tribunal de Justiça da Paraíba analisa um pedido de habeas corpus. O julgamento deve ser retomado na terça-feira (24). Para a defesa, a condenação em primeira instância não interfere na análise do pedido.

Relembre e entenda a denúncia do Felca no vídeo de 15 minutos no canal da Brasil Paralelo.

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