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Dono da Havan diz que Justiça quer proibir bandeira do Brasil em sacolas e fala em perseguição

Empresa já havia sido alvo de uma ação que pede indenização por causa de réplica da Estátua da Liberdade.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Luciano hang diz que MPF pediu fim das sacolas com a bandeira do Brasil
Fonte da imagem: Reprodução

Luciano Hang, o dono das lojas Havan, recebeu uma notificação do Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul por usar a bandeira do Brasil em sacolas.

Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, ele comentou a situação ao lado de um diretor da empresa e acusando a medida de perseguição política.

Recebemos uma notificação dizendo que nós não podemos utilizar a bandeira do Brasil nas nossas sacolas”, afirma o diretor.

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Para Hang, a situação é o extremo oposto do que acontece nos EUA, onde a bandeira do país costuma ser usada em todos os lugares:

Nos Estados Unidos, quando você vê um filme, você vê bandeira pra tudo quanto é lugar. Até no papel higiênico tem a bandeira americana. Aqui, estão pegando no pé”.

O empresário também defendeu o uso da bandeira e dos símbolos nacionais como forma de promover o patriotismo no país:

Eu acho que nós temos que ser, cada vez mais, ter orgulho de usar o verde e amarelo, de usar a nossa bandeira, orgulho, né, imagina quantas sacolas saem por aqui, as pessoas com a sacola.”

MP já reclamou do uso da Estátua da liberdade

Essa não é a primeira vez que a Justiça notifica as lojas Havan pelo uso de símbolos em seus estabelecimentos.

O Ministério Público Federal do Maranhão também chegou a pedir R$500 mil por danos morais coletivos à empresa por causa do uso de sua tradicional Estátua da Liberdade.

A queixa contra uma de suas lojas em São Luís alega poluição visual, além de descumprimento das normas urbanísticas e ambientais.

A ação teve origem em uma manifestação contra a construção. O movimento deu origem a um inquérito que acusou a Havan de poluição visual.

Durante as investigações, a loja alegou que possuía alvará e que a estátua era parte de sua identidade visual.

Além disso, a defesa também destacou que a obra não causava poluição visual e estava em uma propriedade privada.

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