Assessoria disse que ele voltou a advogar para diversos clientes após deixar STF e parou quando virou ministro de Lula.

O escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu R$5 milhões do Banco Master por serviços de consultoria jurídica.
A consultoria foi feita após indicação do senador Jaques Wagner (PT), segundo a jornalista Andreza Matai do Metrópoles.
O contrato previa pagamentos mensais de R$250 mil e foi assinado em 2023. O último pagamento foi feito em setembro do ano passado.
Em nota enviada ao G1, a assessoria de Lewandowski confirmou que ele prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco após deixar o STF:
"O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master".
No entanto, a assessoria afirmou que ele parou de trabalhar para o banco quando se tornou ministro do governo Lula:
"Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos".
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Uma reportagem do jornal O Globo acusa Alexandre de Moraes de ter mantido conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Na época, o banco ainda buscava autorização do BC para ser comprado pelo Banco de Brasília (BRB).
O caso ganhou ainda mais repercussão com a revelação de que o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, mantinha um contrato com o Banco Master.
O acordo previa pagamentos mensais de R$3,6 milhões entre 2024 e 2027, totalizando cerca de R$130 milhões.
A ONG Transparência Internacional, que avalia o funcionamento de instituições públicas, divulgou diversas críticas à atuação de Moraes e sua esposa em suas redes sociais:
“O contrato de 129M da esposa do min. Moraes com o Master é o mais escandaloso e grave caso de lobby judicial da história brasileira,” declarou em uma publicação.
“Se não há registro de atuação de Viviane Barci junto ao BC, mas era o min. Moraes que intercedia diretamente com Galípolo por Vorcaro, os 129 milhões eram para pagar o serviço de quem?”
Em nota, o ministro afirmou que teve reuniões com o presidente do Banco Central, mas foram exclusivamente sobre a Lei Magnitsky, à qual ficou sujeito entre os meses de julho e dezembro:
"O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú", diz a nota.
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