Órgão pede R$50 milhões em danos morais coletivos. Além disso, a empresa pode pagar R$500 mil por conteúdos não removidos.

Mesmo com o fim das eleições presidenciais, a Meta continua na mira da Justiça brasileira após o Ministério Público do Trabalho entrar com uma ação contra a dona do Instagram, Facebook e Whatsapp.
O órgão pede a remoção em 24 horas de conteúdos que incentivem a demissão, exposição ou a não contratação de pessoas por causa do candidato que apoiaram.
Caso o conteúdo permaneça no ar após esse prazo, a multa pedida é de R$500 mil por publicação.
Durante a disputa presidencial, as redes sociais se transformaram em um verdadeiro campo de batalha entre os apoiadores de Lula e Bolsonaro.
Agora, influenciadores, empresários e até parlamentares divulgaram conteúdos que incentivavam os patrões a procurarem em quem seus funcionários votaram.
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Responsabilizando as plataformas por esse tipo de publicação, o MPT está pedindo que a Meta pague R$50 milhões em danos morais coletivos.
Segundo o Ministério Público, a Meta também deveria criar uma política permanente de combate ao assédio eleitoral e alterar suas regras para proibir esse tipo de conteúdo.
Além disso, a plataforma também precisará reforçar a moderação durante os períodos eleitorais e prestar contas à Justiça sobre as medidas adotadas.
Na ação, o órgão afirma que a empresa não apenas permitiu que publicações consideradas ilegais, como também ampliou seu alcance.
De acordo com o Ministério Público, a própria Meta já utiliza sistemas automatizados e revisão humana para identificar outros tipos de conteúdo em larga escala.
O MPT também destaca que quatro publicações de um único perfil verificado, com 3,8 milhões de seguidores, somavam mais de 2 milhões de curtidas.
Entre a meia-noite de 26 de outubro e o meio-dia desta quinta-feira (29), o Ministério Público do Trabalho recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral.
Ao todo, já foram registradas 3.396 denúncias durante as eleições deste ano, número superior ao registrado nas eleições de 2022.