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ONU acusa Israel de criar um regime de apartheid contra os palestinos na Cisjordânia

A Representação de Israel na Organização afirma que as acusações são “absurdas e distorcidas”.

Por
Rafael Lorenzo M Barretti
Publicado em
Cisjordânia, região ocupada por Israel
Fonte da imagem: O Globo

O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos acusou Israel de estar conduzindo um regime de apartheid na Cisjordânia.

A denúncia foi feita em um relatório divulgado nesta quarta‑feira (7). O documento afirma que a “discriminação sistemática” contra palestinos nos territórios ocupados “se deterioraram drasticamente”.

O alto comissário para direitos humanos da ONU, Volker Türk, afirmou que há “uma asfixia sistemática dos direitos dos palestinos na Cisjordânia”. 

"Seja para ter acesso à água, à escola, ao hospital, para visitar familiares ou amigos, ou para colher azeitonas, todos os aspectos da vida palestina na Cisjordânia são controlados e restringidos pelas leis, políticas e práticas discriminatórias de Israel", continuou o comunicado.

Para ele, essa realidade representa "uma forma particularmente grave de discriminação e segregação racial, semelhante ao tipo de sistema de apartheid que já vimos antes".

O relatório sustenta que as autoridades israelenses tratam colonos israelenses e palestinos sob dois regimes jurídicos e políticas distintos, gerando tratamento desigual. 

Segundo o texto, os palestinos continuam a sofrer com confisco de terras, restrições de acesso a recursos e processos em tribunais militares.

A região da Cisjordânia foi ocupada militarmente após a guerra dos seis dias, em 1967. Desde então, os habitantes da área vivem sob regime de exceção.

O documento aponta que a situação foi agravada desde o início do conflito em Gaza, em 7 de outubro de 2023. 

De acordo com a ONU, as forças israelenses ampliaram o uso de força ilegal, detenções

Outro ponto levantado pelo relatório é o aumento das disputas por território entre colonos israelenses e palestinos.

A ONU afirma que em muitos casos com a violência dos colonos conta com o apoio e a participação das forças de segurança de Israel”. 

Israel critica relatórios e fala em “obsessão política”

A representação de Israel na ONU criticou o que chamou de "acusações absurdas e distorcidas de discriminação racial".

Para a delegação, o relatório é fruto de uma "obsessão intrinsecamente motivada por razões políticas".

Assim, as acusações do escritório de direitos humanos teriam por finalidade difamar Israel diante da opinião pública mundial.

O conflito entre Israel e Palestina é uma das guerras mais polêmicas e marcadas por narrativas na história recente.

A Brasil Paralelo levou suas câmeras ao Oriente Médio para investigar o que realmente aconteceu em Gaza para além do que diz a mídia ocidental. Assista from The River To The Sea completo abaixo:

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