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Padre afirma que objetivo da marcha de Nikolas seria tomar o poder e deputado reage falando em "falsos profetas"

Para Nikolas, quem se escandaliza com o sermão demonstra "falta de intelecto ou Bíblia". Veja a reação do deputado.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Nikolas Ferreira e Padre Ferdinando
Fonte da imagem: Reprodução

No dia 25 de janeiro, o padre Ferdinando Mancílio, do Santuário Nacional de Aparecida, mencionou a mobilização liderada pelo deputado durante o seu sermão.

Sem citar Nikolas, o padre disse que a afirmação de que a marcha defende a vida é falsa e que o objetivo seria tomar o poder.

“Não adianta querer fazer uma marcha para Brasília, alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo, e dizer que está defendendo a vida. Mentira, quer o poder”.

O padre também abordou o tema do armamento. Na reflexão, ele afirmou que o uso de armas por cristãos não se compatibiliza com a fé e que a sua única função é “ferir ou matar”.

As declarações do padre chegaram a Nikolas Ferreira, que gravou um vídeo após concluir o trajeto.

Ao contestar o padre, o parlamentar afirmou que o vídeo não deveria causar espanto. Para ele, quem se escandaliza com as declarações demonstra falta de intelecto ou de conhecimento das escrituras.

“Se você não consegue contra-argumentar isso [...] lhe falta intelecto, ou Bíblia, ou os dois”, disse Nikolas.

Ele citou uma frase atribuída a Charles Spurgeon para encerrar o vídeo.

“Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar”.

O grupo liderado pelo deputado saiu de Paracatu (MG) no dia 19 de janeiro. Os participantes percorreram cerca de 240 quilômetros até a Praça do Cruzeiro, no Distrito Federal, sob chuva.

Ao chegar ao destino, o grupo manifestou insatisfação com decisões dos poderes federais, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e as atuações do STF.

O deputado afirmou que queria 'despertar as pessoas' para o que chamou de escândalos recentes.

Ele citou o caso do Banco Master, mencionando o suposto envolvimento de familiares de ministros.

Nikolas também listou questões no INSS e referiu-se a supostos repasses financeiros ao filho do presidente Lula.

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