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Porto Alegre 26 dias depois: Moradores Contabilizam Prejuízos e Esperam por Soluções

Bairros baixos de Porto Alegre estão debaixo d’água. Centro Histórico já começou a ser reconstruído

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Redação Brasil Paralelo
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Imagem aérea de bairro alagado em Porto Alegre
Fonte da imagem: Rafael Neddemeyer/ Agência Brasil

26 dias sem fim. A maior tragédia da história do Rio Grande do Sul está prestes a completar um mês. Moradores dos lugares em que a água já baixou começam a voltar  para casa e contabilizam os prejuízos. 

No centro histórico de Porto Alegre, a água baixou deixando um rastro de destruição e prejuízos. Um grande portal de notícias informou hoje pela manhã que moradores e comerciantes da região dedicaram a segunda-feira (27/5) à limpeza e ao cálculo de prejuízos. 

Um comerciante da região contou ao mesmo portal que estima que precisará de R$150 mil para reconstruir seu restaurante. Ele enfatizou também que levará cerca de um ano para se recuperar totalmente. 

Entre os moradores, o momento está sendo de limpar onde a água subiu na esperança de que o pesadelo finalmente tenha fim. 

Partes baixas da cidade seguem embaixo d’água

Os moradores dos bairros Farrapos e Humaitá ainda não puderam retornar a suas casas. Por ficar numa parte mais baixa da cidade, a água ainda vai demorar a baixar. 

Um homem contou ao mesmo portal de notícias que está há 26 dias acampado nas margens da estrada enquanto espera a água baixar. Como o terreno é mais baixo que o nível do rio Guaíba, nessas regiões será necessário o uso de bombas para retirar a água. 

O executivo da capital gaúcha informou hoje (28) pela manhã que concluiu a instalação de uma bomba d’água móvel emprestada pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (SABESP). 

Através de uma publicação em sua conta oficial no instagram, a prefeitura informou ainda que o equipamento tem a capacidade de drenar 7,2 milhões de litros de água por hora. Outras bombas móveis emprestadas por produtores de arroz também estão sendo utilizadas para drenar as regiões inundadas. 

Ciclone extratropical atinge a região, mas não deve influenciar no volume de água

 O Rio Grande do Sul iniciou a semana com a formação de um ciclone extratropical. A informação causou tensão na população das áreas inundadas. O temor era de que os rios cujos níveis já haviam baixado voltassem a subir.

Sobre o assunto, o instituto de meteorologia MetSul explica que não é o volume de água que mais influencia nesse processo. O nível das enchentes está mais ligado à velocidade do vento. A boa notícia é que os ventos do fenômeno que atinge o sul do Brasil devem permanecer fracos e moderados no continente.

As rajadas mais intensas devem acontecer sobre o mar, em especial em pontos do sul e do leste do estado. Devido aos ventos mais fracos sobre o continente, a chuva deve influenciar pouco no volume da inundação. 

A boa notícia é que as precipitações não devem durar muito. O tempo na região deverá ficar firme e sem nuvens a partir da próxima quarta-feira. Podem ocorrer momentos de nebulosidade, porém sem chance de novas chuvas.

Como ajudar de longe?

Sabemos que cada um de nós gostaria de ajudar. Se você está distante, isso pode ser feito por meio de doações. 

Para oferecer suporte financeiro, recomendamos algumas instituições confiáveis que estão organizando campanhas de arrecadação de doações:

INSTITUTO CULTURAL FLORESTA

PIX: 27631481000190

BANCO DE ALIMENTOS

PIX: 04580781000191

FEDERASUL

PIX E-MAIL: SOSRS@FEDERASUL.COM.BR

THOMAS GIULLIANO E ACADEMIA SMALL FIGHT

PIX E-MAIL: THOMAS.GIULLIANO@GMAIL.COM

FAZ CAPITAL / RENATA BARRETO

PIX CPF - LUCAS FERRAZ: 008.768.770-48

BADIN COLONO E PRETINHO BÁSICO

PIX E-MAIL: enchentes@vakinha.com.br