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Presidente do Senado mantém quebra de sigilo do filho do Lula e governo se diz perplexo

Mesmo criticando a decisão, governistas não devem recorrer ao STF por receio de uma piora na relação com Davi Alcolumbre (União-AP).

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Redação Brasil Paralelo
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Montagem mostra Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Fabio Luis Lula da Silva, alvo de quebra de sigilo aprovada na CPMI do INSS.
Fonte da imagem: Montagem mostra Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Fabio Luis Lula da Silva, alvo de quebra de sigilo aprovada na CPMI do INSS.

A reunião da CPMI do INSS terminou em confusão e virou assunto nas redes sociais. Durante a votação, o deputado Rogério Correia (PT-MG) deu um soco no deputado Luiz Lima (PL-RJ). 

A briga começou depois que foi anunciada a aprovação de vários pedidos de investigação, incluindo a quebra de sigilo de Fabio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A votação foi feita de forma simples: quem era contra precisava se levantar. 

O presidente da comissão, Carlos Viana, declarou que os pedidos estavam aprovados.

Parlamentares do governo disseram que o resultado estava errado e entraram com um recurso.

Eles afirmaram que 14 deputados e senadores votaram contra. Mas, segundo a contagem oficial, havia 31 parlamentares presentes na hora da votação. 

Para derrubar os pedidos, seriam necessários pelo menos 16 votos contrários. Como esse número não foi alcançado, a decisão foi mantida.

O caso chegou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre 

Depois de consultar os órgãos técnicos da Casa, ele decidiu que não houve erro suficiente para anular a votação. Assim, a quebra de sigilo foi mantida.

No governo, a decisão foi vista como um problema político. Mesmo assim, aliados do Planalto avaliam que não devem recorrer ao Supremo Tribunal Federal. 

O motivo é evitar uma nova crise com o comando do Senado e dificultar ainda mais a relação entre o Congresso e o governo.