Governistas alegam fraude em votação simbólica que terminou em tumulto e agressões no Congresso.

Parlamentares governistas protocolaram na noite desta quinta-feira (26) um pedido ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para anular a votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra dos sigilos de Lulinha.
O grupo alega que houve fraude na condução do processo pelo presidente da comissão, Carlos Viana. Além da nulidade, os congressistas pedem que Viana seja denunciado ao Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.
A sessão que aprovou os requerimentos foi marcada por socos e empurra-empurra entre deputados da base e da oposição.
A controvérsia gira em torno do "contraste visual" utilizado na votação: governistas afirmam que possuíam 14 votos contra a quebra de sigilo, enquanto Viana contabilizou apenas sete.
Paulo Pimenta (PT-RS) sustenta que as imagens da TV Senado comprovam o erro na contagem e exige a correção do resultado.
Lulinha entrou no foco da investigação após a Polícia Federal encontrar mensagens mencionando seu nome em conversas de Antônio Carlos Antunes, o "Careca do INSS".
O lobista é suspeito de ordenar um pagamento de R$300 mil a uma empresária ligada ao filho do presidente, no esquema de descontos indevidos em aposentadorias.
Davi Alcolumbre informou que analisará as imagens da sessão junto à Advocacia do Senado e à Polícia Legislativa.
O presidente do Senado aguarda a análise técnica para definir se houve alguma irregularidade.
Até lá, os efeitos da quebra de sigilo, também autorizada anteriormente pelo ministro André Mendonça, do STF, seguem como um dos principais pontos de tensão entre o Palácio do Planalto e o Congresso.
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