Entre praias, cachaças, uma culinária única e passeios históricos, conheça os lugares mais visitados por estrangeiros em 2025.
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Dunas, ilhas paradisíacas, restaurantes secretos e igrejas com séculos de existência. O Brasil é o cartão postal do mundo com um mundo inteiro de riquezas sem fim.
Do dendê baiano à selva de pedra paulistana, confira agora as dez cidades brasileiras mais visitadas por estrangeiros em 2025, segundo os dados da pesquisa Civitatis:

Quem chega a São Luís costuma perceber primeiro a leveza do vento. Ele atravessa o centro histórico, entra pelos sobrados azulejados e ameniza o calor. Um calor tão bom que tem o poder de fazer esquecer qualquer preocupação.
A cidade tem o maior conjunto de azulejos portugueses da América Latina. Eles são belos, nostálgicos e, de alguma forma que a ciência explica, ajudam a refrescar o ambiente.
A noite é do reggae, dos bares e das praças. Mas no dia, São Luís é ponto de partida para os Lençóis Maranhenses, onde todos vão querer estar agora:
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Búzios funciona em escala humana. São poucas quadras, curvas suaves, praias próximas umas das outras. A cidade ganhou projeção internacional nos anos 1960, quando Brigitte Bardot passou uma temporada ali.
Em um mesmo dia, o visitante pode caminhar por praias de águas frias e agitadas, como Geribá, e terminar a tarde em areia calma, como Ferradura. O comércio e a gastronomia já estão acostumados a falar em espanhol, inglês e francês com naturalidade.

Natal é uma cidade moldada pelo relevo. Dunas avançam até áreas urbanas e criam paisagens que mudam conforme o vento. Os passeios de buggy (na foto) permanecem, enquanto praias como Genipabu e Pirangi mostram um litoral pouco explorado.
Construído no século 16 e com mais de 400 anos de história para contar, o Forte dos Reis Magos marca o ponto inicial da ocupação portuguesa no Rio Grande do Norte. Outra cidade que repleta de paisagens naturais e história é a seguinte:

O verdadeiro espetáculo de Recife acontece no pôr do sol da Rua da Aurora, quando o sol se deita sobre o Rio Capibaribe. A Praça do Marco Zero é linda, assim como se perder pelas ruas laterais e experimentar o típico caldinho de feijão, camarão ou de peixe.
A Sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, e a afastada cidadela de cerâmica de Francisco Brennand dão uma amostra da riqueza cultural e histórica da cidade.
Afinal, o estrangeiro nunca esteve tão sedento por história, segundo as pesquisas da plataforma de passeios e atividades Civitatis.

Dizem que quem chega à Ilha da Magia com pressa, acaba enfeitiçado e não vai mais embora. E nem é força de expressão. Florianópolis tem fama de transformar turistas em moradores.
Muitas praias só são acessíveis por trilhas, o que mantém parte do litoral relativamente preservada. Por isso, esquecer os restaurantes luxuosos do centro e ir a lugares como o Ribeirão da Ilha é uma das experiências mais buscadas.
Lá, as casas coloridas de herança açoriana parecem ter parado no século 18. Sentar-se à beira-mar para comer ostras que foram colhidas a poucos metros de distância, enquanto o sol se põe no mar calmo, é o luxo mais procurado.

Paraty tem uma vista, um cheiro e um som que desaceleram o passo mais ansioso dos muito ocupados. Até porque, nas pedras "pé de moleque" do Centro Histórico, quem tem pressa pode acabar no chão irregular da cidade barroca.
Nas luas cheia e nova, a maré invade as ruas. De repente, o centro vira Veneza por algumas horas.
Mas além de remar, caminhar rumo a Estrada Real pelas lajes de pedra colocadas à mão há séculos, cercado pela Mata Atlântica, é respirar um Brasil verdadeiramente raiz. Especialmente acompanhado do Jorge Amado, um coquetel de cravo e canela com limão-galego que virou o sabor oficial da cidade.

Dizem que quem visita as Cataratas do Iguaçu e fica diante da muralha de água por muito tempo, não sai de lá a mesma pessoa.
O Parque Nacional é um labirinto de passarelas, mas o destino é sempre a Garganta do Diabo. A Usina de Itaipu mostra a engenharia, mas é no Marco das Três Fronteiras que é possível ver o Brasil, o Paraguai e a Argentina em um mesmo pôr do sol.
E por falar em Argentina, o jantar é por lá: cruzar a ponte para jantar em Puerto Iguazú é programa obrigatório. A carne argentina e os vinhos são, muitas vezes, além de deliciosos, mais baratos que no Brasil.

São Paulo é como aquele livro de mil páginas que muitos começam a ler por obrigação e terminam apaixonados, sem conseguir sair mais. Ela não tem a moldura do mar, mas tem um bistrô escondido a cada esquina e um show de jazz num porão secreto (alguns confortáveis, outros luxuosos).
É a cidade lotada. O lar dos negócios. É onde a correria incomoda, mas também faz tudo estar disponível o tempo todo. Desde a cultura oriental no Liberdade ao jantar mais sofisticado nos Jardins.
Para o estrangeiro, história e oportunidade. Para alguns dos quase 12 milhões de habitantes, uma relação de amor e ódio.

Salvador é tão bonita que a pressa é uma ofensa à beleza, ao mesmo tempo que tem uma energia que parece vibrar no chão sob os pés. Tudo isso envolto pelas pequenas igrejas escondidas, como a de São Francisco, onde o ouro parece derreter nas paredes.
Enquanto o Pelourinho é a história, o bairro Rio Vermelho é a própria vida boêmia. É o lugar para comer o acarajé e sair de lá com muita história para contar.
E finalmente, em primeiro lugar:

O Rio de Janeiro continua lindo tanto para o brasileiro quanto para o mundo inteiro. Não é para amadores, mas é o paraíso dos apaixonados. Dos não preocupados (ou que querem descansar de suas preocupações).
É a única cidade do planeta onde é possível sair de uma reunião de terno e, dez minutos depois, estar mergulhando num mar azul. Ou tomando café em um palacete aos pés do Corcovado.
No ano passado, o estilo de passeio mais procurado pelos estrangeiros não foi “o passeio na lancha luxuosa”, mas sim o pé no chão pelo Centro Histórico do Rio e da Lapa, segundo os números da Civitatis.
A pesquisa da instituição também mostrou o perfil dos visitantes: 34% viajam em casal; 28% em família; 27% sozinhos e 16% em grupos de amigos. Tudo isso em 2025.
Não é possível ter certeza de muita coisa. Mas para 2026, algumas são certas. E dentre elas: o Rio de Janeiro continuará lindo, para o brasileiro e para o mundo inteiro.
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