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Toffoli responde por que mensagens de Vorcaro só vieram a público agora

Gabinete do ministro afirma que o material só chegou ao STF após André Mendonça assumir o caso.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Dias Toffoli
Fonte da imagem: Foto: Andressa Anholete/STF

As mensagens do celular de Daniel Vorcaro dominaram as manchetes desta semana. Conversas comprometedoras e uma rede de contatos que surpreende a cada nova revelação.

Mas por que tudo isso veio a público somente agora, meses após o início do caso?

Diante do volume de informações que chegam a público, o gabinete de Dias Toffoli emitiu uma nota. Nela, o ministro afirma que não teve acesso aos dados do celular de Vorcaro enquanto era relator do caso.

Segundo Toffoli, o material só foi recebido pelo Supremo após André Mendonça assumir o comando do processo, em 12 de fevereiro de 2026.

"Até o dia 12 de fevereiro de 2026, o material retirado dos aparelhos celulares apreendidos não havia sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal", afirmou o gabinete.

A nota acrescenta que a última decisão de Toffoli como relator foi justamente determinar que a PF enviasse o material à Corte.

O gabinete destacou ainda que Toffoli autorizou todas as medidas requeridas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República, e que "as investigações continuaram a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos".

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A passagem de Toffoli pela relatoria

A passagem de Toffoli pela relatoria não foi tranquila. Logo após assumir o caso, ele viajou para a final da Libertadores no mesmo jatinho de um dos advogados da defesa do banco.

Depois, impôs sigilo máximo ao processo e mandou lacrar o material da PF, recuando em seguida após forte reação da corporação.

Toffoli saiu da relatoria após admitir ter sido sócio de uma empresa que vendeu parte do resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados a Vorcaro.

Esses episódios levaram a um pedido de suspeição do ministro. 8 ministros estavam convictos de que Toffoli deveria permanecer na relatoria e 2 indicaram que não.

Houve a troca de relator, mas o STF divulgou uma nota e reforçou que não havia qualquer impeditivo técnico ou legal para que Toffoli seguisse no caso.

Este é mais um episódio envolvendo o Banco Master. Um caso de muitas camadas que acabam se perdendo em tantas manchetes que surgem a cada dia. 

E para entender o que realmente aconteceu, é preciso ir além das manchetes.

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