Movimento envolve Minas, Rio Grande do Sul e Brasília e redesenha alianças do PSD para a eleição presidencial de 2026.

As articulações para 2026 já começaram longe dos palanques. Nos bastidores, conversas discretas indicam uma possível nova configuração no tabuleiro político nacional.
No centro dessas negociações está o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que tenta construir uma aliança envolvendo Romeu Zema e Flávio Bolsonaro.
Aliados do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, passaram a discutir a possibilidade de ele ocupar a vaga de vice-presidente em uma eventual chapa com Flávio Bolsonaro. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
A articulação vem sendo conduzida por Gilberto Kassab, que se reuniu com Zema em São Paulo, na última sexta-feira (19).
A discussão vai além da chapa presidencial e envolve acordos regionais que podem impactar as eleições estaduais de 2026.
De acordo com o plano, Flávio Bolsonaro e Kassab apoiariam a candidatura de Matheus Simões (PSD), atual vice-governador, ao governo de Minas Gerais. Em troca, Zema reforçaria a chapa presidencial como vice.
O plano permitiria a Kassab atuar em três frentes presidenciais simultâneas:
Na prática, o acordo não exigiria que o partido rompesse com o governo federal, preservando sua posição na Esplanada dos Ministérios.
Em Minas Gerais, o movimento tem um objetivo: tornar mais competitiva a candidatura de Matheus Simões.
As pesquisas mais recentes colocam o atual vice-governador em quarto lugar, atrás de Cleitinho (Republicanos), Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB).
Com Zema na chapa de Flávio Bolsonaro, a expectativa é que parte do eleitorado que apoiou o ex-presidente Bolsonaro passe a apoiar Simões, reduzindo a força de Cleitinho.
Para Flávio Bolsonaro, a composição pode garantir um palanque forte em Minas Gerais e reforçar o apoio do governador Tarcísio de Freitas, que já declarou apoio ao senador em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.
Ainda sem anúncios oficiais, as conversas indicam que as articulações para 2026 já começaram. Se avançar, o acordo pode ampliar a atuação do PSD e definir uma possível composição entre Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
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