Atirador subiu ao topo da Pirâmide, abriu fogo contra turistas de seis países e tirou a própria vida.

Turistas estavam em uma dos principais sítios arqueológicos do México, quando do topo da Pirâmide da Lua, um homem abriu fogo. No momento dos disparos, os visitantes correram para encontrar abrigo.
Uma canadense de 32 anos foi morta. Outras 13 pessoas ficaram feridas, com idades entre seis e 61 anos, de diferentes nacionalidades. O ataque aconteceu na última segunda-feira (20), nos arredores da Cidade do México.
Uma adolescente de 13 anos foi atingida por um tiro, recebeu alta médica e já está com a família. A outra vítima brasileira permanece internada, mas sem risco de vida.
O governo do Brasil disse que o consulado foi acionado para prestar apoio às duas.
Além das brasileiras e da canadense morta, também ficaram feridos uma mulher colombiana, outra canadense, um russo e turistas americanos.
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O autor dos disparos foi identificado pelas autoridades mexicanas como Julio César Jasso Ramírez, 27 anos.
De acordo com a imprensa mexicana, ele havia se hospedado em locais próximos ao complexo nos dias anteriores para planejar o ataque. Após efetuar os disparos, tirou a própria vida.
Relatos apontam que Jasso Ramírez expressava admiração por Adolf Hitler e pelos atiradores do massacre na Columbine High School, ocorrido nos Estados Unidos em 20 de abril de 1999, mesma data do ataque.
Também demonstrava interesse nos sacrifícios humanos praticados por povos primitivos nas Américas..
O ataque aconteceu às vésperas da Copa do Mundo, que o país sediará junto de Estados Unidos e Canadá entre junho e julho.
A competição começa em 11 de junho, com uma partida do México contra a África do Sul.
O país enfrenta um momento de instabilidade. Em fevereiro, uma escalada de violência foi registrada após forças federais anunciarem a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o El Mencho, líder e fundador do Cartel Jalisco Nova Geração.
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