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Brasil confirma primeira morte por hantavírus em 2026

Morte aconteceu em fevereiro e foi confirmada apenas em maio, em meio ao surto registrado em cruzeiro internacional.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Hantavíru
Fonte da imagem: Imagem gerada por inteligência artificial

Um homem de 46 anos que morava em Carmo do Paranaíba, em Minas Gerais, trabalhava em uma lavoura quando contraiu hantavírus.

Os sintomas começaram em 2 de fevereiro. Seis dias depois, ele morreu. A causa só foi confirmada em 10 de maio e é a única morte por hantavírus no Brasil em 2026 registrada até o momento.

A infecção foi confirmada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais classificou o caso como isolado, sem relação com outros registros da doença no país.

O óbito chamou atenção pela repercussão que a doença ganhou nas últimas semanas, após um surto ser registrado em um cruzeiro que saiu da Argentina rumo a Cabo Verde.

O caso brasileiro, no entanto, não tem nenhuma ligação com a cepa Andes, variante identificada na embarcação e associada à transmissão entre humanos.

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Brasil registra casos desde 1993

Enquanto o surto no navio mobiliza autoridades sanitárias internacionais, os números brasileiros seguem um padrão: casos rurais, ligados ao contato com roedores silvestres em áreas agrícolas.

Em 2026, sete casos foram confirmados no país, com uma morte registrada em Minas Gerais. Em 2025, foram 35 casos e 15 óbitos.

Desde 2013, o Brasil registrou 860 casos e 341 óbitos por hantavirose, segundo o Ministério da Saúde.

Nenhum desses casos tem ligação com o genótipo Andes, a variante associada ao surto no cruzeiro e à transmissão entre humanos.

O Ministério da Saúde afirmou que o surto internacional não representa risco direto para o Brasil.

Como se proteger?

A maioria das infecções no país acontece em ambientes rurais: galpões, paióis, celeiros e áreas de plantio com presença de roedores silvestres.

A contaminação ocorre pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais.

As principais recomendações do Ministério da Saúde são:

  • Ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados como galpões e depósitos;

  • Umedecer o chão com água e sabão antes de limpar esses ambientes, nunca varrer a seco;

  • Manter alimentos em recipientes fechados e protegidos de roedores;

  • Dar destino adequado ao lixo e manter terrenos limpos ao redor das residências;

  • Evitar plantações muito próximas das casas, mantendo distância mínima de 40 metros.

Não existe tratamento específico para a doença. Os casos graves exigem internação em UTI, suporte respiratório e ventilação mecânica.

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