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De "traficante" a "você é ótimo": O encontro entre Trump e Gustavo Petro

Presidente colombiano entregou uma lista com os nomes dos principais “chefões do tráfico”.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Gustavo petro ao lado de Donald Trump
Fonte da imagem: Getty Images

Imagine dois líderes que, até poucos meses, trocavam insultos públicos. Donald Trump chamava Gustavo Petro de “traficante de drogas”, enquanto Petro o descrevia como “rude e ignorante”.

Nesta terça-feira (3), o cenário no Salão Oval da Casa Branca foi outro.

A reunião durou cerca de duas horas e foi realizada a portas fechadas. O resultado mais comentado não veio de um comunicado oficial, mas de uma dedicatória.

Em um exemplar do livro A Arte da Negociação, Trump escreveu para o presidente colombiano: "Você é ótimo". Petro, por sua vez, afirmou gostar de "gringos francos" e declarou que a conversa ocorreu de forma cordial, sem humilhações.

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Uma lista com o nome dos "chefões"

O foco central da conversa foi o combate ao narcotráfico. Petro entregou a Trump uma lista com nomes que ele classifica como os "chefões dos chefões" do crime organizado internacional.

O argumento apresentado pelo presidente colombiano é que os líderes dessas estruturas não operam em áreas rurais nem portam fuzis.

Segundo ele, esses indivíduos vivem em cidades como Dubai, Madri e Miami, administrando bens fora da Colômbia.

Petro defende que o combate deve deixar de ser focado apenas na repressão militar no campo para se concentrar na inteligência financeira e na colaboração internacional para rastrear o dinheiro.

O diálogo sobre a vizinhança

Além do tráfico, eles discutiram a situação da Venezuela. Petro afirmou que há caminhos para a Colômbia ajudar na reativação do país vizinho com o apoio dos EUA.

O encontro sinaliza uma redução na temperatura política entre as duas nações. Meses antes, o governo americano havia revogado vistos de membros da cúpula colombiana e retirado subsídios destinados ao combate às drogas.

Agora, a conversa sugere uma busca por resultados práticos, deixando de lado as divergências ideológicas que dominavam o discurso público.

Encontros assim podem rapidamente mudar o rumo das relações entre países. Entender esses movimentos é o primeiro passo para compreender como decisões tomadas em Washington ou Bogotá acabam impactando o cenário internacional e o Brasil.

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