País passa por uma das piores crises de sua história desde o agravamento das sanções americanas.

Trump segue a linha beligerante de seu governo. O próximo alvo parece ser Cuba, representante comunista dos tempos atuais e histórico país inimigo da economia capitalista. Se não for uma piada, pode-se esperar movimentações assim que Trump considerar que terminou no Irã.
A declaração foi feita assim:
“E ele vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que iremos tomar o controle quase imediatamente”, referindo-se ao ex-deputado Dan Mica. Disse isso em evento em Palm Beach, Flórida.
E mais, afirmou que Cuba tem problemas.
“Vamos terminar uma coisa primeiro. Gosto de terminar um trabalho. Na volta do Irã, faremos isso. Teremos um dos nossos grandes, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln. Vamos levá-lo até lá, parar a cerca de 100 jardas da costa, e eles vão dizer: ‘Muito obrigado. Nós nos rendemos’.”
A fala foi recebida com risos pela plateia, que interpretou o comentário como uma piada.
No mesmo dia das declarações, o presidente assinou um decreto que amplia as sanções contra Cuba.
As medidas atingem bancos estrangeiros e setores estratégicos da economia, como energia e mineração.
A nova rodada de restrições se soma ao embargo econômico imposto pelos EUA desde 1962 e a ações mais recentes, como o bloqueio ao envio de petróleo para a ilha.
Esse bloqueio fez a ilha enfrentar escassez de combustível, o que já provocou três grandes apagões nacionais.
A crise também levou companhias aéreas internacionais a suspender voos para o país.
Além disso, Washington passou a ameaçar outros países que enviem petróleo a Cuba com tarifas e sanções. O México, que era um dos principais fornecedores, interrompeu os embarques.
Trump voltou a classificar Cuba como uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional, justificativa usada para sustentar o endurecimento das medidas.
As declarações e sanções provocaram reação imediata do governo cubano. O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que o país não aceitará qualquer tipo de pressão:
“Nenhum agressor, por poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba. Tropeçará com um povo decidido a defender a soberania e a independência.”
Ele também disse que “o presidente dos EUA eleva suas ameaças de agressão militar contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes.”
Cuba é um dos últimos redutos do socialismo no mundo atual e se tornou um dos principais símbolos dessa ideologia ao longo do século XX.
Mesmo sendo pequena e empobrecida, a ilha se dedicou a espalhar o socialismo pela América Latina desde a Revolução.
A Brasil Paralelo investigou a ideologia por trás do regime cubano com o quarto episódio do épico História do Comunismo. Assista ao primeiro episódio abaixo:
Clique aqui e garanta seu acesso completo a todas as produções originais por apenas R$11,90 por mês.