A medida deve fortalecer esse tipo de condenação e agilizar as execuções.

O governo Trump trouxe de volta a pena de morte por pelotões de fuzilamento para presos federais nos EUA.
Segundo a gestão, a medida é uma forma de “fortalecer” a pena de morte e agilizar o processo.
No país, cada estado pode decidir se implementa ou não a pena capital, o que faz a ordem de Trump servir como uma recomendação para as autoridades locais.
O papa Leão XIV enviou uma mensagem contestando a decisão durante um evento na Universidade DePaul, em Chicago:
“A Igreja ensina que ‘a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa’. Assim, eu me uno a vocês para celebrar a decisão tomada em 2011 pelo governador de Illinois e ofereço o meu apoio àqueles que lutam pela abolição da pena de morte nos Estados Unidos da América e em todo o mundo”.
Ele seguiu dizendo que a medida vai contra os ensinamentos da Igreja Católica, que defende a vida como sagrada:
“A Igreja Católica sempre ensinou que toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte natural, é sagrada e merece ser protegida. De fato, o direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos. Por isso, somente quando uma sociedade tutela a sacralidade da vida humana pode florescer e prosperar”.
A condenação da Igreja à pena de morte foi oficilizada por uma decisão do papa Francisco, em 2018. No entanto, outros líderes como João paulo II e Paulo VI já haviam condenado a prática.
Doutores da Igreja, como Santo Agostinho, chegaram a defender esse tipo de condenação.
No Brasil, a pena de morte é legal e acontece por fuzilamento, mas só é permitida em casos de guerra declarada.