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Trump traz pena de morte por fuzilamento de volta para os EUA e papa condena

A medida deve fortalecer esse tipo de condenação e agilizar as execuções.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Trump falando, presidente trouxe pena de morte por fuzilamento de volta.
Fonte da imagem: Reprodução

O governo Trump trouxe de volta a pena de morte por pelotões de fuzilamento para presos federais nos EUA.

Segundo a gestão, a medida é uma forma de “fortalecer” a pena de morte e agilizar o processo

No país, cada estado pode decidir se implementa ou não a pena capital, o que faz a ordem de Trump servir como uma recomendação para as autoridades locais.

Papa condena a pena de morte

O papa Leão XIV enviou uma mensagem contestando a decisão durante um evento na Universidade DePaul, em Chicago:

A Igreja ensina que ‘a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa’. Assim, eu me uno a vocês para celebrar a decisão tomada em 2011 pelo governador de Illinois e ofereço o meu apoio àqueles que lutam pela abolição da pena de morte nos Estados Unidos da América e em todo o mundo”.

Ele seguiu dizendo que a medida vai contra os ensinamentos da Igreja Católica, que defende a vida como sagrada:

A Igreja Católica sempre ensinou que toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte natural, é sagrada e merece ser protegida. De fato, o direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos. Por isso, somente quando uma sociedade tutela a sacralidade da vida humana  pode florescer e prosperar”.

A condenação da Igreja à pena de morte foi oficilizada por uma decisão do papa Francisco, em 2018. No entanto, outros  líderes como João paulo II e Paulo VI já haviam condenado a prática.

Doutores da Igreja, como Santo Agostinho, chegaram a defender esse tipo de condenação.

No Brasil, a pena de morte é legal e acontece por fuzilamento, mas só é permitida em casos de guerra declarada.