Presidente brasileiro disse que planeja ir aos Estados Unidos e encontrar Trump pessoalmente.

Lula teve uma conversa por telefone de 50 minutos com Trump. Os dois falaram sobre temas internacionais, relações bilaterais e economia.
Os temas da conversa foram divulgados em uma nota oficial na conta do presidente brasileiro no X.
Um dos principais pontos foi o convite do presidente americano para o Brasil participar do Conselho da Paz, um órgão criado para discutir o futuro da Faixa de Gaza e planejar a reconstrução da região.
No entanto, o esboço do estatuto do Conselho não fala diretamente sobre o Oriente Médio e o presidente americano já disse que poderá virar um substituto para a ONU no futuro.
Lula defendeu que o novo organismo deve atuar apenas na Faixa de Gaza e que a Palestina tenha assento nas discussões.
Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou se o convite americano será aceito ou rejeitado.
Durante o telefonema, Lula voltou a falar em uma reforma da ONU, “que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança".
Atualmente, o Brasil ocupa apenas cadeiras temporárias no órgão, enquanto Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia têm assento permanente e poder de veto.
Desde as origens da organização, o Brasil tenta conseguir um assento permanente no Conselho.
Os dois líderes também falaram sobre a situação da Venezuela após a operação americana que acabou na captura do ditador Nicolás Maduro.
Segundo o Planalto, Lula destacou a importância de preservar a paz e a estabilidade na região, além de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.
Os presidentes também trocaram informações sobre indicadores econômicos e avaliaram que há perspectivas positivas para Brasil e Estados Unidos.
Trump afirmou que o crescimento das duas economias é benéfico para toda a região das Américas.
A conversa incluiu ainda propostas de cooperação no combate ao crime organizado, envolvendo ações contra lavagem de dinheiro, tráfico de armas e intercâmbio de dados financeiros.
Lula disse que gostaria de visitar Washington após compromissos oficiais na Índia e na Coreia do Sul, previstos para fevereiro. A data da visita ainda não foi definida.
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