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Ex-presidente da Alerj é preso pela segunda vez

A defesa classifica a prisão como indevida e diz que Rodrigo Bacellar cumpria todas as medidas cautelares impostas.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Rodrigo Bacellar
Fonte da imagem: Alerj

Rodrigo Bacellar foi preso nesta sexta-feira (27). É a segunda vez que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro é detido, a primeira foi em dezembro, na mesma operação.

O ex-deputado foi detido em casa, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.

A Polícia Federal cumpriu o mandado de prisão expedido pelo STF e encaminhou Bacellar à Superintendência da PF no Rio. Um mandado de busca e apreensão também foi cumprido.

A nova prisão foi resultado da terceira fase da Operação Unha e Carne que está relacionada à ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. A ação estabelece obrigações à PF na investigação de grupos criminosos.

O motivo imediato, de acordo com o G1, foi a perda do mandato de Bacellar. Em dezembro, o STF tinha determinado que a Alerj decidiria sobre a prisão, mas como ele não é mais deputado, essa prerrogativa também caiu.

Bacellar já havia ficado preso por poucos dias

Na primeira prisão, em dezembro, a investigação apurava supostos vazamentos de dados de uma operação contra o Comando Vermelho. Bacellar foi solto dias depois com medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica.

A cassação do mandato foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral nesta semana, por envolvimento de Bacellar no escândalo da Ceperj, o mesmo que resultou na perda de mandato e inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro.

A decisão do TSE provoca uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio, marcada para terça-feira (31). O procedimento, chamado de retotalização, recalcula toda a distribuição de vagas na Alerj com base nos votos válidos restantes e pode mudar não só a cadeira de Bacellar, mas outras também.

No dia 16, a Procuradoria-Geral da República já havia denunciado Bacellar pelo vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho.